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Crimes cibernéticos no Brasil

Em “O jogo da imitação”, o personagem Alan Turing prejudica o avanço da Alemanha nazista quando consegue decifrar os algoritmos correspondentes ao projeto de guerra de Hitler. Diante disso, pode-se observar, desde a segunda metade do século XX, a relevância do conhecimento tecnológico para atingir certos objetivos. Entretanto, hoje, o mau uso da tecnologia contribui para o aumento de crimes cibernéticos, o que coloca em risco a população e a segurança nacional. Pode-se dizer, então, que o baixo preparo da população para o uso da tecnologia e a falta de um sistema que identifique e puna os hackers são os principais responsáveis pelo problema.


Primeiramente, apesar da tecnologia fazer parte do cotidiano de uma grande parcela da população, pouco se sabe de como se proteger contra crimes digitais. Acerca disso, um levantamento realizado em 2018 pela SaferNet Brasil em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) afirma que diariamente são registrados 366 crimes cibernéticos em todo o país e a quantidade de ocorrências cresceu 110% em relação ano passado. Assim, a simples fato de não instalar programas que aumentem a segurança operacional de computadores e celulares estimula a prática de roubo de informações por hackers. Dessa forma, cresce o número de delitos virtuais como a pornografia infantil, incitação à violência e crimes contra a vida.


Em segundo lugar, a falta de um sistema robusto que identifique os infratores expõe ao risco figuras importantes no cenário brasileiro, como o Presidente da República e o ex-Ministro de Segurança Sérgio Mouro que foram vítimas de crimes cibernéticos e tiveram mensagens de seus celulares vazados pela grande imprensa. Contrário a esse fato, o co-fundador da Apple, Steven Jobs via o lado bom da tecnologia e afirmava que esta é responsável por mover o mundo. Sendo assim, as empresa tecnológicas devem buscar soluções que contribuam para a segurança do usuário mesmo que isso crie mais dificuldades para acesso a informações. Dessa forma, os hackers serão intimidados e a não cometerem crimes.


Portanto, são necessárias medidas que diminuam os crimes cibernéticos no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Educação, a criação de um programa que forneça dicas práticas de segurança a serem adotados pelas pessoas, por meio de um quadro chamado Dicas do Especialista no qual autoridades sobre segurança digital apresentariam os melhores aplicativos a serem utilizados para a proteção contra crimes além de ensinar e estimular a criação de senhas robustas pelos usuários para terem acesso as suas contas bancárias, redes sociais e entre outros, a fim de aumente a segurança das informações pessoais e diminuir o número de crimes. Nessa ação, busca-se disseminar dicas práticas nas redes sociais e em propagandas na TV a fim de demonstrar os risco existentes e o que fazer para eliminá-los. Além dessas ações, o Ministério da Justiça em parceria com empresas de tecnologia desenvolva um programa que identifique o responsável pela prática de crimes cibernéticos e o julgue de acordo com o direito penal. Assim, a partir dessas ações, a tecnologia continue movendo o mundo para o progresso.

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