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Crimes cibernéticos no Brasil

Na série "Os 13 porquês", um colega da personagem Hannah usa das redes sociais para espalhar fotos íntimas da garota. Fora da ficção, o que acontece no Brasil não é diferente, uma vez que muitas pessoas aproveitam dos recursos cibernéticos para fazerem mal à outras. Nesse sentido, dois aspectos podem ser ressaltados: o grande número de usuários das redes serem menores de idade e a falta de controle das autoridades sobre os crimes online.



 A princípio, é válido mencionar que muitos dos utilizadores da internet são crianças. Conforme a Safernet- ONG cujo objetivo é combater as infrações virtuais, a maior parte dos cibercrimes está relacionada à pornografia infantil, só em 2018 foram mais de 60 mil denúncias. Isso ocorre, principalmente, porque os pedófilos agem por meio de contas falsas, fingindo ser da idade da vítima. Dessa forma, usufruem da inocência desses usuários, que maioria das vezes não tem o uso de seus eletrônicos sendo monitorado por um adulto responsável. Por isso, fica claro que jovens precisam de auxílio para utilizarem a tecnologia de maneira consciente.



 Outrossim, é válido analisar a pouca eficiência dos órgãos públicos no controle dos delitos virtuais, sob a perspectiva de Rousseau. Segundo o sociólogo, em sua obra "Contrato Social", cabe ao Estado tomar atitudes que garantam o bem estar coletivo, como prover segurança na internet. Entretanto, nota-se que a realidade rompe com as crenças do iluminista, visto que de 2017 para 2018 esse tipo de criminalidade cresceu cerca de 110%, também de acordo com a Safernet, e nada foi feito para mudar a situação. Logo, conclui-se que uma tomada de iniciativa Estatal é de extrema necessidade.



 Infere-se, portanto, que a conjuntura é grave e exige medidas capazes de minimizar seus efeitos. À vista disso, o Ministério da Justiça deve analisar e punir, por meio de fiscalizadores cibernéticos e técnicos em informática, aqueles que usam a internet com o propósito de cometer delitos, tendo como objetivo encerrar com tal prática no Brasil. Ademais, deve haver também um direcionamento de verbas para uma campanha de conscientização de responsáveis por menores, para que esses fiquem atentos nas atividades virtuais de seus dependentes. Assim, no futuro menos pessoas terão que passar pelo o que a menina Hannah passou. 

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