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Crianças em situação de rua no Brasil

                     Manuel Bandeira, em seu poema “O Bicho”, retrata a dramática situação de moradores de rua que, para sobreviverem, reviram o lixo em busca de alimentos e são desumanizados devido a ausência de dignidade. Embora o poema possua quase um século, essa questão não foi resolvida no Brasil contemporâneo, com o agravamento de, de acordo com o Censo 2010, existirem mais de 20 mil crianças e adolescentes moradores de rua no país. Diante disso, observa-se que a falta de moradia na infância acarreta inúmeros problemas sociais, seja devido ao não cumprimento de direitos essenciais, seja devido ao não acompanhamento dessas crianças.


                     No filme indiano “Quem quer ser um milionário?” é retratada a situação degradante de crianças moradoras de rua e como elas se tornam expostas à exploração e como a ausência do mínimo para viver podem levá-las para a criminalidade ou para uma maioridade sem estudo e precária. Fora da ficção, isso se confirma na realidade brasileira, visto que pouco é feito para se dar assistência a crianças moradoras de rua nos grandes centros urbano, além de sujeitá-las a exploração sexual, a prostituição infantil e ao trabalho escravo. Assim, o abandono infantil se mostra prejudicial a toda a sociedade e é uma questão de políticas públicas.


                     Ademais, conforme o pensamento da filósofa alemã Hannah Arendt, a convivência frequente com situações de violência e de destituição da dignidade humana, como a de moradores de rua, torna o mal banal e ele passa a não incomodar. Nesse sentido, sabe-se que o abandono parental e estatal de crianças e jovens possui enormes consequências para o futuro dos indivíduos e da nação, pois não possuem acesso à educação de qualidade, à saúde e a alimentação adequada, o que os torna segregados da sociedade. Dessa forma, torna-se premente que medidas sejam tomadas para dignificar os mais frágeis.


                     Portanto, dado o exposto, compreende-se a urgência em se buscar soluções para essa problemático. Assim, cabe ao Ministério da Cidadania a identificação de crianças abandonadas nos centros urbanos, a ampliação de abrigos infantis e, principalmente, a divulgação e a sensibilização da população acerca da oportunidade de adotar crianças sem família, por meio de cartilhas em jornais e plataformas online, como o “youtube, pois possuem longo alcance, para que se busque dar dignidade a esses jovens abandonados. Dessa forma, será possível garantir um futuro melhor para a sociedade como um todo.

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