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Crianças em situação de rua no Brasil
Em 1999 foi criado o Estatuto da Criança e Adolescente com o objetivo de garantir integralmente os direitos humanos e proteção a população infanto juvenil. Contudo tal estatuto não vem atuando de maneira democrática no país uma vez que, segundo o censo divulgado pelo governo federal, mais de 23.000 crianças e adolescentes se encontram em situação de rua. Sendo relevante ressaltar o papel das instituições governamentais e sociais bem como família, como corroboradora do alastramento de tal problemática.

Em primeiro lugar é possível ressaltar que segundo o filósofo Zygmunt Bauman um advento da pós-modernidade foi o surgimento das relações líquidas. Dessa forma, a sociedade se faz plenamente responsável pela situação em que muitas crianças se encontram. É válido analisar que muito dos jovens abandonam seus lares, por viverem em situações de violência e exploração física, mental ou sexual, tendo a rua como uma busca de solucionar tais descontentamento uma vez que não consegue suporte de outras instituições sociais tampouco a empatia social.

Além disso, é importante ressaltar o papel governamental em relação a perpetuação de meninos em situação de rua. Tendo em vista que tal problemática já foi denunciada diversas vezes, a exemplo do livro publicado em 1937 do escritor Jorge Amado "Capitães da Areia" que tinha como contexto o registro do cotidiano de crianças baianas moradoras de rua. Décadas depois a situação se mantém, tendo em vista que na atualidade a Bahia ocupa o 3º lugar entre os estados com o maior número de jovens desabrigados, o que demonstra a falta de preparação e atuação o poder público diante dessa situação.

Dessa maneira, é necessário que o Estado inicie a construção de abrigos no país e promova um aceleramento nas questões burocráticas de adoção. Nesse sentido, o Ministério da Família deverá instaurar um programa junto a ONGs de construção civil, para que de fato haja uma casa e proteção contra o frio, fome e violência das ruas, além de garantir a formação acadêmica desses jovens. Além disso, professores do sistema público e privado deverão passar por treinamentos psicopedagógico fornecidos pelo Ministério da Educação, e promover dentro de sala de aulas a didática de escrita de diários, para que possam analisar com precaução a vivencia das crianças no ambiente familiar, com o objetivo de denunciar possíveis abusos e evitar a fuga dos lares. Talvez assim, essa problemática seja amenizada no Brasil.
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