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Cotas

Educação sem exclusão
Conhecido como o século das luzes, o Iluminismo surgiu despertando o interesse pela educação, porém, somente quem detinha poder aquisitivo usufruía desse conhecimento. Infelizmente, no século XXI, a educação brasileira ainda sofre com essa exclusão social. Para coibir esse problema, o Supremo Tribunal Federal aprovou a Lei de Cotas. Contudo, essa política apresenta tanto aspectos positivo quanto negativos. Se por um lado, busca incluir os excluídos; por outro, há aqueles que utilizam as cotas para garantir sua vaga na universidade de maneira corrupta denegrindo seu caráter.
Relativo à reserva de vagas para grupos de indivíduos ingressarem em instituições de ensino é considerável dizer que essa foi uma solução momentânea para corrigir falhas do passado. A necessidade dessa criação deixa a explicita o lapso que se tem no sistema de educação brasileira, uma vez que uma das principais subdivisões das cotas se dá entre estudantes oriundos do ensino público, e o abismo entre ele e o privado é notado quando se analise os melhores desempenhos no Exame Nacional Do Ensino Médio por escola, na qual as 10 primeiras colocadas são escolas particulares. Logo, enquanto o problema maior que se encontra na educação não é resolvido, as cotas prevalecem ajudando as vítimas desse contratempo.
Apesar disso podemos dizer que muitos se passam por vítimas para se beneficiarem dessas ações afirmativas. O sistema além de contemplar estudantes de escola pública e de renda baixa, também atende a população negra que, segundo o IBGE, é a minoria nas universidades, e as cotas trabalham para garantir a miscigenação e diminuir o preconceito. Mas por meio de ações corruptas, candidatos brancos mancham sua índole para ingressarem no ensino superior se autodeclarando pardos ou negros e retiram a vaga daquele que realmente foi motivo para a criação da lei.
Medidas são, portanto, necessárias para resolver o impasse. É crucial que o MEC melhore o ensino de suas escolas, garantindo um melhor aproveitamento do tempo em sala de aula, pois de acordo com um estudo feito pelo Banco Mundial, apenas 66% do tempo é aproveitado efetivamente com o ensino, e igualando o ensino público ao privado, a permanência de cotas para escola publica é desnecessária. E é preciso, também, que o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão instalem em todas as universidades comitês que avaliem as características fenotípicas dos candidatos, evitando a fraude. Assim sendo, as cotas será um ótimo caminho para garantir uma educação sem exclusão.
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