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Cotas

A música "Cota não é esmola", da cantora Bia Ferreira, ilustra a realidade que milhões de brasileiros enfrentam todos os dias. Tal parcela da sociedade, que engloba pretos, indígenas, brancos e pobres, encontra diversos problemas para conseguir ascender na vida, principalmente os que escolhem seguir o caminho da educação. Logo, em meio a essa realidade, surgiu o sistema de cotas, solução encontrada para esses estudantes enfrentarem um sistema de ensino defasado, além de uma sociedade excludente em que somos inseridos.


O revolucionário Nelson Mandela disse uma vez que "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo". Porém, fazer uso dessa arma é uma tarefa cada vez mais difícil de realizar. Mediante à defasagem em que o sistema público de ensino brasileiro encontra-se, o ingresso dos jovens periféricos à universidade tornou-se quase que impossível. Diante dessa situação, o governo encontrou como solução a criação do sistema de cotas, que desde 2012 auxilia nesse ingresso, garantindo vagas exclusivas aos grupos supracitados.


No entanto, a Lei Nacional de Cotas ainda encontra vários obstáculos que a impedem de garantir a igualdade racial no sistema de ensino. As ações afirmativas, que assistem, principalmente, aos grupos - mas não somente - historicamente desfavorecidos - indígenas e pretos -, vão de encontro ao pensamento de muitos conservadores, já que ainda vivemos numa sociedade majoritariamente excludente. Tais conservadores têm o pensamento de que as cotas favorecem ainda mais a desigualdade no país e que teria sido apenas um tapa buracos. Mas, com a letra da música de Bia Ferreira, é notório os problemas que esses grupos passam todos os dias, a exemplo de ter que escolher entre o alimento do dia ou a passagem do ônibus para chegar a escola. 


Nesse viés, urge, portanto, que o Ministério da Educação, responsável por garantir e fiscalizar uma educação de qualidade no país, inflija nas escolas do país um sistema para que haja uma equidade entre os ensinos público e privado no Brasil, por meio de palestras, workshops e aulas extracurriculares, com a finalidade, não de acabar com o sistema de cotas, mas sim de garantir um sistema de ensino igualitário.

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