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Cotas

" A história dos negros é também a história da América, mas se quiser combater o racismo, pare de falar nele!": assim declarou o premiado ator de Hollywood – Morgan Freeman -, durante uma entrevista concedida à "CNN" americana. Tal qual afirma o ator, após a abolição da escravatura, os direitos civis dos negros americanos foram conquistados com o tempo, até que se esquipararam aos direitos civis de todas as etnias. Neste contexto, não restringindo-se a contentar somente com a igualdade de direitos americanos, alguns viés ideológicos passaram a exigir certos diferenciais dentro do âmbito legislativo, como a criação da Lei de Cotas, que beneficia negros e pardos em concursos e vestibulares, especialmente no Brasil.


Neste aspecto, a criação da Lei de Cotas, ampara-se no pretexto de compensação por "dívida histórica". Entretanto, o que inúmeros legisladores e historiadores esqueceram-se foi de um triste ponto falho: Todas as civilizações foram escravizadas em vários momentos históricos. De modo a melhor exemplificar, o filme "O Gladiador", retrata prisioneiros de guerra, das mais variadas regiões da Europa, sendo comercializados como escravos sob o poder do Imperador de Roma. Ainda mencionando a escrividão, o autor brasileiro, Rodrigo Trespach, relata em seu livro "Histórias Nunca Contadas", que o escravismo branco, no Brasil, ocorreu com a vinda de imigrantes europeus, que trabalhavam décadas para pagar a dívida de transporte para a coroa portuguesa, embora isso tenha sido intencionalmente esquecido.


Dado este fato, assim como os descendentes de escravos alforriados, os sucessores de imigrantes oriundos da Europa e da Ásia, também apresentam dificuldades de ascenção social, diferentemente da ideia de que "todo branco nasceu rico no Brasil", que é inquestionavelmente preconceituosa. Neste sentido, é possível observar que as cotas universitárias para estudantes pobres das escolas públicas, restringem-se a somente 10%, em comparação com as cotas para negros e pardos, que contabilizam os outros 40%, de acordo com o Potal Mec. Posto isso, é possível perceber que a lei de cotas torna-se segregatista, exclusivista e que faz imperar o sentimento de "lei do menor esforço", uma vez que os cotistas desta modalidade ingressam com notas bem abaixo das outras demais.


Em síntese, tal como o exemplo de vida do ator Morgan Freeman, o esforço individual para conquistar os próprios sonhos é mais digno do que as vantagens adquiridas, respaldadas em discursos vitimistas e desmedidos, uma vez que a lei é igual para todos. Por isso, cabe ao Governo Brasileiro, retirar as cotas raciais dos concursos e vestibulares, porque são injustas. Entretanto, de maneira compensatória, o mesmo deverá aumentar os investimentos na infraestrutura de educação básica e pública, repensando e recriando o sistema educacional constantemente, para que todos os alunos de baixo poder aquisitivo, possam de fato ter ensino justo, igualitário e de qualidade no Brasil, independente de cor, raça, ou crenças.


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