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Cotas

As políticas afirmativas segregatórias
Desde que o sistema de cotas foi criado, causou diversas polêmicas entre diversos setores da sociedade. Com a ampliação, não restringindo-se apenas ao processo seletivo para universidades públicas no país, mas também aos concursos públicos e vagas nos cursos stricto senso, apenas elevou a dualidade de opiniões contra e a favor.
De fato, apesar de todos os protestos pelos que se veem prejudicados, as leis são seguidas como deve ocorrer num país democrático e soberano. As leis afirmativas baseadas na etnia e estudantes oriundos de escolas públicas apresentam como justificativa dar oportunidades iguais aos que não as possuem, durante o ciclo de aprendizado até o término do ensino médio.
Um dos fatores a ser analisado, que torna a justificativa controversa é o Estado se eximir de sua responsabilidade no que tange a educação, quando infere que reservar uma porcentagem significativas de vagas encontra-se como solução para o problema, quando na realidade deveria fazer mudanças positivas, através da análise de projetos pedagógicos com mudanças estruturais no seu currículo e investimentos maiores com a capacitação de professores e modernização das escolas.
A reserva de vagas para cursos de pós-graduação stricto sensu torna a questão mais delicada, uma vez que os estudantes que optam por dedicar-se a área de pesquisa, tecnicamente apresentam as mesmas condições, porque todos já possuem nível superior, portanto igualar os desiguais torna-se improcedente.
Certamente, poderiam justificar a necessidade de políticas afirmativas, a partir de uma dívida histórica pela escravidão, entretanto somos um povo miscigenado formado basicamente pelas etnias branca europeia, negra e indígena, sendo assim, basear-se na autodeclaração e no fenótipo acarretam incongruências lógicas.
O que se pode observar no entanto é o não cumprimento da Constituição e livre interpretação conforme os interesse envolvidos, visto que todos os cidadãos são iguais, o que gera um incômodo na sociedade de forma geral.
A ineficácia do Estado em suprir as necessidades básicas da sua população que paga impostos elevados e não observa o retorno em saúde, segurança pública e educação tem como consequência governos populistas que visam atender seus próprios interesses de manutenção no poder, através do ganho de votos.
Portanto o sistema de cotas mostra-se inconstitucional por ferir os princípios da Carta Magna e altamente segregador na medida que não atinge os setores da sociedade verdadeiramente privilegiados, porque esses continuam a ter suas vagas asseguradas por melhores condições de estudo e propiciam uma lacuna entre os cidadãos que se autodeclaram brancos, pardos e negros na sociedade e aprofundam o racismo.

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