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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

     Na obra "Triste fim de Policarpo Quaresma" Lima Barreto expõe por meio do protagonista a tentativa de transformar o Tupi Guarani na língua oficial do país, o que foi negado já que não condiz com o uso e realidade brasileira. Paralelo à vida real, vê-se que, apesar da Língua Portuguesa ser extremamente diversificada, determinadas variações sofrem preconceito. Tal mazela ocorre graças a um ensino mecanizado pautado apenas na linguagem padrão da escrita em consoante à falta de percepção, por parte da população, acerca da importância social da língua, fatores que precisam ser combatidos para evitar tais discriminações. 


     Hodiernamente, é notório que ensinar apenas com base na norma culta pode ser um agravante ao preconceito linguístico. Os alunos, desde o princípio, são apresentados à linguagem padrão da escrita, já que esta norteará suas vidas acadêmicas. Entretanto, trabalhar somente com tal formalidade pode gerar excentricidade e, consequentemente, preconceito, pois, segundo Arthur Schopenhauer, o homem toma os limites do mundo como os limites de seu próprio campo de visão.


     Outrossim, a língua é um elemento vivo capaz de retratar histórias e vivências de um povo e, por esta importância, deve ser respeitada. O modo como determinado grupo de pessoas usa a linguagem diz muito sobre a realidade vivida por estas. Tal representatividade pode ser depreendida do livro "Quarto de despejo" em que Maria Carolina de Jesus, ao escrever seu diário de forma simples e coloquial, apresenta seu cotidiano na periferia, em que, sem estudos, não faz uso da linguagem padrão, assim como milhões de outros brasileiros. 


     Portanto, diante dos fatos supracitados, fica evidente que caminhos devem ser tomados para combater o preconceito linguístico. Por isso, é de suma importância que as instituições de ensino promovam palestras mensais sobre o tema, por meio de discussões e análises de obras literárias que retratem tal diversidade, como "Urupês" e "A hora da estrela". Desse modo, os estudantes aprenderão a conviver com as diferenças e as pessoas em condições semelhantes a de Maria Carolina não sofrerão mais preconceitos pela maneira de falar, reflexo de uma realidade a qual elas não têm culpa de estar. 

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