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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

Linguagem e preconceito
A chegada dos portugueses ao Brasil, no início do século XVI, fruto da expansão colonial transformou o modo de vida dos nativos, pois o povo indígena passou por um processo de conversão cultural baseado na superioridade portuguesa. Somado a isso, é possível inferir um problema social baseado em um juízo preconcebido, que gera discriminação, e persiste até hoje: o preconceito. Nessa perspectiva, surge o debate relacionado ao combate do preconceito linguístico no Brasil devido a dois fatores: a diversidade cultural e o preconceito que agrava as desigualdades.
Em primeiro lugar, a diversidade cultural existente no território brasileiro abre espaço para uma grande variedade linguística. Isso se deve a fatores históricos, como a imigração, que permitiram a formação de regionalismos, ou seja, regiões com elementos linguísticos e culturais próprios em um mesmo país. Na região Sul, com a cultura gaúcha, e na região Nordeste são identificados vários vocábulos e sotaques peculiares que, por vezes, não são compreendidos por muitos cidadãos. Assim, vários dialetos, a exemplo do dialeto caipira, compõem a linguagem nacional e deveriam ser democratizados.
Outrossim, o Estado não cumpre seu papel de forma eficiente no que tange à desigualdade gerada pelo preconceito. A Constituição Federal de 1988 preconiza a redução de desigualdades, todavia, a falta de acesso à educação básica concomitante a falta de recursos financeiros leva inúmeras pessoas ao desconhecimento técnico da língua portuguesa e, sob uma perspectiva socioeconômica, à discriminação. Diante disso, é importante o encontro de um ponto de equilíbrio entre a norma culta, a linguagem coloquial e os dialetos regionais, a fim de combater a visão errônea de que a língua oficial é a única do país.
Portanto, a questão do preconceito linguístico no Brasil deve ser discutida com o intuito de combater a discriminação e buscar o respeito pelas raízes históricas. Para tanto, é necessária a criação de um fundo de investimento social pelo Governo Federal, com recursos públicos e incentivos fiscais, para a ampliação de investimentos em educação e cultura e, desse modo, permitir um maior acesso à educação e, sobretudo, uma promoção da cultura brasileira. Ademais, escolas e universidades podem promover debates, por meio de palestras, grupos de estudos e campanhas, com vistas à conscientização e à proposição de ideias para o combate da problemática em questão.
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