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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

Durante o período colonial, Marquês de Pombal, em seu governo, proibiu o uso da chamada "Língua Geral" - combinação entre o tupi com português -, oficializando a língua portuguesa como única língua do Brasil. Atualmente, mesmo após séculos, essa aversão às variações da norma padrão ainda persiste, sendo difundida como preconceito linguístico. Assim, torna-se necessário combater esse problema, uma vez que a diversidade linguística é um patrimônio da cultura brasileira.
A princípio, a rigidez do ensino da gramática normativa nas escolas intensifica a persistência do preconceito linguístico. Isso porque ao determinar um ensino da língua, dotado de regras e exigências da norma padrão, a variação linguística se torna ilegítima no português falado. Nas salas de aulas, por exemplo, é comum professor corrigir falas de alunos, por estarem fora das regras, sem considerar o pertencimento geográfico e sociocultural destes. Consequentemente, evidencia-se a insegurança , auto-rejeição e exclusão de indivíduos quando submetidos às avaliações equivocadas da linguagem "certa".
Outrossim, destaca-se a estereotipagem enraizada na sociedade brasileira como outro fator impulsionador do problema. Segundo o filósofo Noberto Bobbio, o preconceito se resume a uma opinião errônea que se faz acerca do outrem. Em analogia a tal máxima, é possível perceber no cotidiano o quanto analfabetos, pobres e nordestinos são ridicularizados, estereotipados de ignorantes por cometerem "erros" com seus diferentes dialetos e sotaques. Dessa forma, torna-se necessário desconstruir a ideia de língua correta como instrumento de distinção e dominação da população culta para que a diversidade linguística seja respeitada.
Parafraseando o linguista Marcos Bagno, não existe forma certa ou errada do uso da língua. Infere-se, portanto, que é mister a atuação do Ministério da Educação, na capacitação de professores, por meio de cursos com linguistas que instruam maneiras didáticas de ensino - debates, peças teatrais - visando a flexibilidade da língua, de acordo com o contexto inserido. Desse modo despertará nos alunos o compreendimento acerca da diversidade linguística e a importância do caráter multilíngue para a cultura do país. Ademais, a mídia deve desconstruir os esteriótipos existentes, por meio de propagandas, curta-metragens e novelas que valorizem os dialetos regionais. Assim a sociedade tornar-se-á respeitosa para com a heterogeneidade existente no Brasil.
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