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Combate ao preconceito linguístico no Brasil
Ao analisar o tema sobre o preconceito linguístico, vê-se que as consequências da colonização no século XVI ainda perpetuam no Brasil, devido ao pensamento eurocêntrico do passado, que, ao dizimar os povos nativos, desprezou suas culturas e, o principal, suas línguas. Nesse contexto, percebe-se os reflexos na sociedade atual, visto que desrespeitam a variedade linguística presente no território brasileiro.

Um ponto que ocasiona o preconceito é a tentativa de impor uma língua como correta, isso rebaixa os falantes de outras línguas ou que utilizam dialetos diferentes. Considerando-se o Brasil, um país multilíngue com mais de 200 línguas, tais como línguas indígenas e falares remanescentes das línguas africanas, é evidente que há variantes na língua e apenas uma ser imposta como certa acarreta a desmoralização do indivíduo ao ter seu modo de falar desrespeitado e seu local de fala retirado no âmbito social.

Ao visar tal realidade, percebe-se que a sociedade não tem conhecimento de quão grave é a situação dos cidadãos que são humilhados pela sua forma de se expressar e como tornam-se oprimidos. Com o intuito de apresentar esse sofrimento, o livro Preconceito Linguístico, de Marcos Bagno, retrata como ocorre esse desprezo no modo de falar "diferente". O livro traz a reflexão de combate a essa discriminação, tal qual a realidade, em que os cidadãos ao passarem por essa repressão acabam por não denunciar esses atos.

Dado o exposto, chega-se ao impasse de que é necessário o Ministério da Segurança Pública, juntamente com o Ministério dos Direitos Humanos, iniciarem campanhas que visem instruir os cidadãos, que sofreram o preconceito, no processo de denúncia, para que esses marginalizados e oprimidos tenham seu direito à livre expressão respeitado. Por outro lado, promover debates nas escolas e universidades, por meio de palestras, é essencial para que se conscientize sobre a intolerância.
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