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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

Recentemente, um médico no interior de São Paulo viralizou nas redes sociais por ter ridicularizado o jeito de falar de sua paciente. Essa atitude foi vista negativamente pelas pessoas e constitui um caso de Preconceito Linguístico que, infelizmente, é muito comum no Brasil. Sendo assim, faz-se necessário analisar como o ensino de português nas escolas e a hierarquia social se relacionam a esse problema.
A forma como a língua portuguesa é ensinada nas escolas é uma das principais causas do Preconceito Linguístico. Isso decorre do julgamento feito que algo está errado se não obedecer à norma culta, sem considerar as diversas variedades linguísticas existentes no Brasil, contrariando, portanto, a educação viva e contemporânea defendida pela filósofa Viviane Mosé. Consequentemente, como as pessoas propagam o que aprendem na escola, o preconceito fica cada vez mais enraizado na sociedade. Exemplo disso são os perfis nas redes sociais que apontam os desvios da norma culta e ridicularizam os autores desses desvios por meio de piadas.
Além disso, a hierarquia social vivida no Brasil influencia muito nesse cenário. Isso fica evidente quando se percebe que a norma culta é mais exercida pelos que possuem melhores condições de vida, paralelamente a isso, as pessoas que não possuem tanto prestígio social têm seu jeito de falar rotulado como algo errado, motivo de riso. Nesse sentido, como os mais privilegiados dominam a norma culta, eles são mais ouvidos do que os que não possuem esse domínio. Sendo assim, surge uma desigualdade de fala que, como aponta o sociólogo Nick Couldry, é uma barreira para a efetiva democracia.
Nesse sentido, a fim de combater o Preconceito Linguístico, é necessário que o Ministério da Educação promova nas escolas uma educação contemporânea que ensine o respeito à diversidade linguística e a sua importância, por meio da implementação do ensino ao respeito à diversidade de falas do Brasil no currículo escolar, de maneira a garantir a propagação do respeito às diferenças. Associado a isso, a Mídia em parceria com o Governo Federal deve promover campanhas de combate a esse preconceito, por meio de esclarecimentos feitos por especialistas a fim de eliminar os julgamentos ao modo de falar que não obedece à norma culta.
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