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Combate ao preconceito linguístico no Brasil
A Constituição Federal de 1988 assegura promover o bem de todos os cidadãos brasileiros, sem quaisquer formas de discriminação. No entanto, surge a questão do preconceito linguístico, que ameaça a manutenção dessa garantia a uma parcela da população. Com efeito, essa problemática instala-se, seja pela resistência da sociedade em reconhecer as diversidades, seja pelo desprestígio causado pela estereotipação social.
Deve-se pontuar, a princípio, que a dificuldade em legitimar as variadas formas nas quais a língua portuguesa expressa-se, é um fator determinante para a permanência desse ato intolerante. A respeito disso, sabe-se que em 1530 teve início a chegada dos primeiros colonos portugueses no território brasileiro, e nos séculos seguintes a constante migração de povos de diferentes regiões da Europa, o que contribuiu para a fusão de muitos idiomas (como o espanhol, o alemão e o português na parte sul, além de heranças do tupi-guarani), gerando uma vasta cultura de pronúncias e expressões. Nessa conjuntura, percebe-se que considerar apenas uma manifestação do idioma como legítima leva a uma supressão de parte considerável da população que faz uso de suas variantes.
Outrossim, é indubitável que a existência de uma gramática normativa padrão acaba desprestigiando as demais variáveis. Isso explica-se consoante ao pensamento do professor e escritor Marcos Bagno, sob o qual a língua portuguesa acarreta na perpetuação do prestígio das classes privilegiadas, uma vez que é transmitida a ideia de superioridade daqueles que dominam a norma culta. Assim, entende-se que o indivíduo é colocado às margens da intelectualidade e levado a sofrer discriminações inferiorizantes.
Infere-se, portanto, que o preconceito linguístico é um mal para a sociedade brasileira. Diante disso, faz-se necessário que o Ministério da Cultura, em parceria com influenciadores da internet, promova uma compreensão das questões históricas envolvidas no surgimento das singularidades culturais do país, por meio de vídeos educativos postados nas redes sociais e exibidos nas escolas, a fim de que sejam reconhecidas e respeitadas as diferenças entre a população. Além disso, é imprescindível que o Ministério da Educação introduza na grade curricular o aprendizado das diferentes variantes linguísticas espalhadas pelo Brasil, a partir da elaboração de materiais didáticos que acolham o tema, visando à elucidação da normativa padrão como modelo para a manutenção da língua portuguesa. Destarte, espera-se garantir a inclusão e a manutenção do bem de todos, sem quaisquer discriminações.
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