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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

"Tenho me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las". Tal frase, de Baruch Espinoza, expressa o pensamento a respeito da condescendência para com o próximo. Todavia, em um contexto brasileiro hodierno, a intolerância linguística, praticada por uma grande parcela da população, preconiza a dificuldade de compreensão quanto à idiossincrasia multilíngue do país. Tendo isso em vista, há a necessidade de um debate com o finto de desvendar e combater essa problemática.
Primeiramente, é possível descrever o fenômeno supracitado como qualquer atitude de discriminação em relação às diferentes variações de um idioma, elegendo, assim, um linguajar como o "certo". Nesse sentido, ao se observar cientificamente, fatores causais são visíveis em toda a história do Brasil. Uma vez que o episódio da colonização europeia é instaurado, dá-se início a uma aculturação gradativa até os tempos atuais, desenvolvendo problemas de cunhos socioeconômicos, culturais e principalmente ideológicos que explicam a sociedade corrente. Dessa forma, selecionar um dialeto em detrimento de outros é uma prática que herdamos da defeituosa e descuidada formação nacional.
Ademais, o principal motivo da persistência do impasse advém da complexidade de lidar com este. Isto é, segundo o especialista Marcos Bagno, o ensinamento da chamada "unidade linguística" é uma das poucas falhas que existem no sistema de ensino brasileiro. Tal termo sugere um expressão linguística padronizada, definida juridicamente, que deve ser ensinada nas instituições escolares sem qualquer discussão de variantes ou afins. Logo, é fato que ao se colocar uma gramática normativa como correta absoluta, haverá intolerância e desrespeito aos demais falares - resultados de condições socioeconômicas e regionais distintas -.
Depreende-se, portanto, que é incontrovertível uma reversão da situação vigente no cenário tupiniquim. Por conseguinte, a fim de dificultar a perduração do imbróglio e cessá-lo, cabe ao Ministério da Educação atualizar a forma de ensino nas escolas, mediante implantações de aulas acerca da linguística, uma vez que essa ciência apresenta a diversidade do idioma como resultado de vários aspectos ao decorrer da história e os esclarece, o que corrobora, inevitavelmente, o fim dos preconceitos linguísticos de maneira gradual. Destarte, levando em conta os pensamentos de Bagno e Espinoza, o entendimento acarreta o respeito e, consequentemente, melhora a convivência entre todos.
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