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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

Contrariamente ao que visou a redemocratização brasileira de 1985, o preconceito linguístico, no Brasil, ainda é evidente. Sendo assim, seu combate se torna um desafio, o que põe em xeque uma nação pensada para o progresso. Deve-se, portanto, analisar como a desinformação dos direitos à defesa e o individualismo potencializam o problema em questão.

Em primeiro lugar, a Constituição Federal de 1988 assegura que ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano e degradante. Entretanto, inúmeras pessoas são alvos de deboches e "bullying" por possuírem variações linguísticas e, uma grande parcela delas são desinformadas quanto aos direitos de defesa, como por exemplo, uma denúncia. Um desdobramento natural é a permissividade dada aos ofensores. Logo, é urgente a necessidade de informações e queixas das vítimas.

Por conseguinte, analogamente à sociologia de Zygmunt Bauman, é possível evidenciar - o que ele nomeou de modernidade líquida - que as relações sociais baseiam-se no individualismo, uma vez que os ofensores demonstram pouca ou nenhuma empatia. Assim, se os preceitos da sociologia baumaniana forem mantidos, o Brasil estará distante de um dos principais objetivos de uma nação: o progresso.

Urge, portanto, que o combate ao preconceito linguístico deixe de ser um desafio no Brasil. Nesse sentido, os indivíduos podem repudiar os casos de preconceito por intermédio de denúncias, com o auxílio das mídias sociais, a fim de desconstruir a discriminação culturalmente enraizada. Além do mais, que as famílias e escolas orientem desde cedo os filhos e alunos às atitudes altruístas e solidárias, no intuito de promover respeito pelas diversas particularidades e variantes linguísticas presentes no Brasil.
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