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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

"Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil". O hino nacional brasileiro menciona a nação de maneira acolhedora aos seus cidadãos. No entanto, a realidade do preconceito linguístico mostra que o país não tem sido tão cordial a todos os seus habitantes, uma vez que os falantes de determinadas variações da oralidade são discriminados, tanto pelos veículos de comunicação em massa, quanto pela sociedade. Assim, combater essa discriminação demanda mudanças em ambas as estruturas sociais.
De início, nota-se que a mídia é uma importante instigadora do preconceito linguístico. Dessa forma, apropriando-se da teoria de Marshall McLuham, a qual aponta os meios de comunicação como canais ativos na formação da opinião massiva, as telenovelas, piadas de rádios, e outros, criam imagens depreciativas de algumas variantes orais, quando, por exemplo, mostram o sotaque do interior constantemente associado à pobreza e ignorância. Logo, alterar o contexto midiático em que as linguagens são empregadas pode combater o impasse.
Contudo, há casos em que a variante linguística destoa das normas padrão devido à estrutura socioeducacional do falante, como é o caso do vaqueiro Fabiano, do livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, o qual tinha baixa escolaridade, e, segundo o autor, "não sabia falar". Destarte, fomenta-se uma forma de segregação social, pois, consoante Confúcio, a educação é capaz de afastar os homens. Nesse caso, para o enfrentamento à adversidade, cabe aos "instruídos" ter empatia pelos "menos estudados".
Convém, portanto, que os meios de comunicação elaborem ampla campanha de combate ao preconceito linguístico. Para tanto, as mídias de rádio e TV devem aumentar a representatividade das modalidades da língua portuguesa em suas programações, como em telenovelas e contos, mostrando personagens com diferentes sotaques, porém sem explorar a linguagem, necessariamente, atrelada à imagem de pobreza, a fim de se afastar esse estereótipo da mentalidade da população, além de promover a empatia com debates informativos. Desse modo, o Brasil poderá se tornar a pátria gentil aos seus cidadãos, conforme pressupõe o hino nacional.
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