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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

A matriz da língua portuguesa possui influência dos povos europeu, os colonizadores, indígenas que aqui viviam e, também, dos africanos que vieram através do tráfico negreiro. Nesse contexto, pode-se destacar o escritor Guimarães Rosa, o qual valoriza as variedades linguísticas regionais em suas obras literárias, como por exemplo, em "Grande Sertão: Veredas". Porém, mesmo com a intensa miscigenação da época colonial e a valorização dos dialetos em documentos atemporais, o preconceito linguístico ainda persiste na sociedade hodierna. Diante disso, torna-se imprescindível a discussão sobre os desafios para combater esse problema, os quais recaem em âmbitos midiáticos e sociais.
De início, é válido frisar a atuação da mídia no contexto. Além dos meios de comunicação imporem padrões, também praticam a exclusão social, pois, ao predominar a norma culta da escrita ou da fala, torna a informação incompreensível para algumas minorias desconhecedoras do artifício. Ademais, no filme regional "Cine Holliúdi ? o artista contra o cabra do mal", foi necessária a adição de legenda porque as pessoas não entendiam o vocabulário, o que evidencia a falta de integração social e valorização das peculiaridades das regiões mais distintas do país.
Por outro lado, convém analisar a educação como meio de reverter esta problemática. Outrossim, as variedades dialéticas possuem diversas fontes modificadoras, como a idade, classe social, região, as gírias e o internetês. Assim, estando a língua em constante transformação, é necessário que, principalmente, a comunidade escolar se adeque a isso para que os alunos sejam acolhidos e se diminua o preconceito linguístico. Inclusive, o escritor Marcos Bagno, afirma que não há certo e nem errado, há apenas uma pluralidade de formas para que as pessoas se entendam. Ou seja, é preciso reconhecer e inserir essa diversidade no dia a dia das pessoas para um maior engajamento social.
Portanto, são necessárias medidas para amenizar tal impasse. Assim sendo, a mídia, principalmente a Rede Globo, pode novelas com protagonistas regionais, de maneira que sejam bem caracterizados e se transmita a verdadeira essência e a realidade dessas pessoas, afim de incluir e divulgar as diversidades do país. Inclusive, o Ministério da Educação em parceria com as universidades federais, deve promover a capacitação de professores, de modo que se inove suas práticas letivas, para melhor interação e desconstrução de preconceitos linguísticos. Desse modo, será possível promover maior reconhecimento e valorização da cultura nacional.
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