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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

Brasil como cenário da intolerância linguística
Desde a Idade Antiga, com a exacerbação da xenofobia, até o final do antigo regime e da modernidade, vide a separação dos três estados, a discriminação é um ponto forte e evidente entre grupos sociais. A contemporaneidade e, principalmente, o Brasil hodierno não são diferentes, isto é, o fenômeno do preconceito linguístico, que reverbera pelos séculos, assombra grande parte da população tupiniquim. Dessa forma, é cabível um debate para entender a persistência da problemática e como combate-la.
Primeiramente, é possível descrever o problema como a rejeição, por parte dos falantes de um idioma, de determinadas variação (gírias e afins) deste. Nesse contexto, ao se observar o território nacional, em que, de fato, é cartograficamente extenso, há inúmeras formas de conversação, seja a variante regional, cultural ou econômica. Entretanto, o apego à gramática normativa, em se tratando do campo oral, de certa parcela do corpo social, pode contribuir para o impasse da discriminação, haja vista a educação tradicionalista e ultrapassada fornecida e/ou exigida pelo governo.
Ademais, os meios midiáticos corroboram a consolidação da complexidade. Se, por um lado, a imprensa tem a incumbência de informar a população0000 por outro, aparelhos de comunicação impõem, mesmo que de modo imperceptível, um padrão de fala a ser seguido, como conta o linguista Marcos Bagno. Tal estudioso afirma em seu livro "Preconceito linguístico - O que é, Como se faz" que o domínio da língua culta está diretamente relacionado à questão da ascensão social, por isso, grandes veículos informativos possuem poder para preterir um dialeto ou sotaque em benefício de outros.
Depreende-se, portanto, que se faz necessário reverter a situação vigente no cenário canarinho. Nesse sentido, cabe ao MEC (Ministério da Educação) reformular o ensino de gramática nos níveis fundamental e médio, de modo a informar a importância das diversidades linguísticas, com objetivo de evoluir a educação de modo geral. Outrossim, as grandes emissoras devem manter a atenção quanto ao modo de disseminar informações, ponderando a difusão de diferentes dialetos em detrimento de valores regionalistas, com o fito de cessar, gradativamente o imbróglio. Dessa maneira, paulatinamente, daremos fim a reverberação da intolerância pela história.
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