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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

"Todo homem aceita os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo", é assim que pensava o filósofo Schopenhauer. Na contemporânea sociedade brasileira, pode-se observar que essa ideia de conhecimento limitado está muito presente. Se de um lado é observado um grande avanço na busca por representatividade, assim como o fim de dogmas antigos baseados em pensamentos restritivos, ainda é possível ver muita intolerância percorrendo as ruas das cidades e dos campos. Nesse cenário encontra-se o preconceito linguístico, uma séria consequência da discriminação social e da imposição de opiniões.
Primeiramente, a exclusão e ridicularização em relação a maneira de se comunicar, é uma das faces do preconceito social. A grande desigualdade vigente abre portas para o surgimento de pessoas que não conseguem concluir os estudos, além de criar uma falsa noção de poder para as classes mais altas. O falar "diferente" e "engraçado" de alguns indivíduos podem significar apenas um baixo nível de escolaridade, e eles não devem ser tomados como inferiores, nem serem motivos de piada. Um exemplo dessa realidade é o constante aparecimento na mídia brasileira de personagens caricaturados. Com a presença de sotaques marcantes e esteriótipos regionais, esse modelo de fazer humor é um grande contribuidor para o preconceito social e linguístico.
A respeito disso, o Brasil ainda está caminhando para o futuro com exigências padronizadas de uma sociedade que não representa a verdadeira dimensão nacional. Embora, a criação de uma norma culta da língua seja necessária para a comunicação em certas ocasiões, é inegável que as pessoas, por quaisquer que sejam os motivos - econômicos, políticos ou raciais - se observam superiores e supõem poder exigir a maneira como uma outra pessoa pensa, se comporta e fala. Sendo assim, ao retomar o pensamento de Schopenhauer e observar o histórico brasileiro, é possível enxergar a constante imposição de limitadas opiniões. Desde a época da colonização já se obtém registros de indivíduos tentando estabelecer seu pensamento como a verdade absoluta. Afinal, os índios não foram catequizados e aprenderam a língua dos colonizadores por livre e espontânea vontade.
Torna-se evidente, portanto, que a discriminação linguística é um desdobramento da exclusão social e está relacionada com a imposição de certo e errado pela sociedade. Assim como existem respectivos órgãos públicos para mulheres, indígenas e demais minorias, é mais que razoável elaborar um especializado na inclusão de línguas minoritárias. Ter uma organização presente como um centro de denúncias e de ajuda para quando alguém presencie ou sofra um caso de preconceito linguístico é uma necessidade na sociedade brasileira. Além disso, pode-se fornecer cursos de extensão ou de pós graduação a respeito da diversidade na linguagem, para que professores se profissionalizem melhor e consigam lidar com situações em que seus alunos sejam alvos de discriminação. Com um devido auxilio nas aulas, esses estudantes podem vir a se sentirem mais seguros e os demais capazes de ampliar seus horizontes no assunto. Por fim, com a correta educação e integração das crianças nas instituições de ensino será bem mais difícil construir adultos hostis à diferença.
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