O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Combate ao preconceito linguístico no Brasil

Poliglotas
A língua é um importante elemento de comunicação e é um dos diferencias entre humanos e os demais animais. Por unificar diferentes pessoas em um mesmo tipo de interlocução, é considerada um dos símbolos nacionais. Entretanto, ao mesmo tempo que une, ao ser classificada entre as variedades, cria o preconceito linguístico e se torna um mecanismo de diferenciação.
Para entender a dimensão que uma língua possui, é necessário considerá-la como um organismo vivo. Desde o surgimento da linguagem verbal, a língua passa por mudanças e adaptações que dependem do contexto em que está inserida. Assim, conforme os fatores socioculturais, geográficos e históricos, o modo de se comunicar é um, o que mostra a sua adaptabilidade, como se observa nos poemas modernistas "Aula de Português", de Drummond, e "Pronominais", de Oswald de Andrade.
Nesse contexto de adequação conforme ambiente, o preconceito linguístico surge ao se valorizar um deles diante dos demais. O linguista Marcos Bagno afirma que esse tipo de discriminação social é decorrente da valorização da normal culta que está associada à maior escolaridade dos falantes e, consequentemente, ao maior prestígio. Desse modo, forma-se uma pirâmide em que a gramática normativa se encontra no topo e é imposta às demais variedades linguísticas, além de considerá-la como modelo certo e a ser seguido. Assim, o "errado" é inferiorizado, corrigido a todo momento e hostilizado.
Dessa forma, nota-se que embora a língua seja um mecanismo de unificação nacional, é também um meio de separação social e geradora de preconceitos. Assim, é necessário entendê-la como um organismo vivo cheio de particularidades de igual valor. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) deve adicionar na grade curricular nacional o estudo detalhado das variedades linguísticas concomitantemente ao da gramática normativa, demonstrando os processos históricos envolvidos na formação de cada uma. Somado a isso, a mídia deve retratar em novelas as variedades linguísticas sem estereótipos para valorizá-las. Só assim cessará a busca por um monoglotismo nacional e se aceitará a diversidade existente.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!