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Combate ao preconceito linguístico no Brasil

Com o declínio político e econômico do Império Romano, entre os séculos III e IV a.C., iniciou-se não só a fragmentação territorial como também o surgimento das divergências linguísticas imperiais. Assim, é a partir de tal conjuntura que nasce a língua portuguesa, a qual fora considerada vulgar, mas que, na Idade Contemporânea, passou a ser o idioma oficial de diversos países. No entanto, ainda que elementos inerentes à língua, como a variação linguística e os diferentes níveis de formalidade, sejam naturais, muitas pessoas os tratam preconceituosamente.
A princípio, dada a vasta área do Estado brasileiro, é comum a ocorrência das variações linguísticas. Isso porque cada região do país enfrenta tanto condições geoclimáticas quanto situações políticas de maneira heterogênea, o que propicia o desenvolvimento de dialetos, gírias e pronúncias locais. Entretanto, assim como ressalta o próprio doutor em Letras da UnB, Universidade de Brasília, Marcos Bagno, há, no Brasil, ainda o idealismo por grande parte da população quanto à tentativa de impor uma língua supostamente pura. Tal pensamento popular, além de ferir a identidade de um povo por meio da repressão e ¨correção¨ da pronúncia e da escrita, expõe a arrogância existente acerca do desconhecimento de muitos cidadãos sobre a versatilidade língua.
Além disso, segundo dados do IBGE da década de 2000, cerca de 90% dos brasileiros não possuem diploma universitário. Essa discrepância, gera, por consequência, a retenção do saber acadêmico a apenas um estreito segmento social. Desse modo, tem-se uma minoria na qual muitos de seus integrantes, por terem acesso à língua padrão, realizam prévias atribuições de inferioridade e de baixa capacidade intelectual a pessoas que não obtiveram o devido domínio da língua padrão nacional.
Por conseguinte, em virtude da notoriedade expressiva do preconceito linguístico nas relações sociais do país, normas que visem erradicar este tipo de preconceito devem ser implementadas. Para tanto, o Estado deve, por meio da conciliação com o Ministério da Educação, investir em projetos escolares e em cursos universitários que estimulem o debate acerca da normalidade quanto aos diferentes níveis de formalidade da língua quanto às suas diferenças regionais, a fim de que os cidadãos possam compreender a organicidade da língua. Por sua vez, a sociedade deve cooperar de modo a valorizar o regionalismo linguístico e compreender, a partir do acesso à cultura, seja no cinema, seja na literatura, de que o Brasil é amplo e, portanto, intrínseco às variedades da língua portuguesa.
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