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Charlatanismo nas redes sociais

 No livro "1984", de George Orwell, é retratado um governo distópico e displicente que controla a opinião pública e modifica os registros políticos, em prol da própria imagem, para aumentar seu autoritarismo.Nessa perspectiva, a narrativa estabelece relações de poder entre o Ministério da Verdade e a massa popular, situação que reflete o crescimento das influências do Estado sobre o pensamento da população.Fora da ficção, é possível observar que a realidade exposta pela obra literária se faz presente em plena contemporaneidade, visto que o advento da tecnologia e o crescimento de informações possibilitaram a formação de outros meios de manipulação, como o espaço cibernético, que auxilia na propagação do charlatanismo.Dessa forma, providências contra a ausência de criticidade e a ineficácia estatal precisam ser tomadas para evitar o avanço desse quadro.


 A priori, é imperioso salientar que a falta de posicionamento crítico,aliada ao processo histórico do país,contribui para a manutenção do charlatanismo na "web".Afinal, a sociedade foi construída sob um viés elitista e desigual, uma vez que a educação de qualidade está, em sua maioria, limitada aos detentores de poder econômico.Sob essa ótica, o frágil acesso à educação e à consequente construção de uma opinião sólida favorecem o desenvolvimento de um tecido social mais suscetível aos crimes dos charlatões.De acordo com a menoridade kantiana, o ser humano é incapaz de pensar sem a influência de outro indivíduo.Sendo assim, tal excerto apenas confirma a constância desse problema na coletividade e o fortalecimento da bolha sociocultural. 


 Paralelo a isso, é fulcral ressaltar que a fragilidade da segurança midiática, resultante da negligência governamental, é outro fator que corrobora para a continuação dessa problemática.Posto que a capacitação tecnológica e científica são asseguradas pela Constituição Federal, mediante o artigo 218, no entanto, a segurança de dados e dos usuários contra os crimes cibernéticos não são garantidos pela Carta Magna.Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por manter o bem-estar do meio social.Nesse sentido,é necessário que deliberações do poder executivo sejam realizadas para conter a dilatação do charlatanismo nas redes e a aproximação da realidade brasileira com a alienação abordada em "1984".


 Logo, é indispensável que medidas sejam efetivadas para mitigar os efeitos do charlatanismo na "internet".Portanto, cabe ao governo criar leis para a proteção dos usuários na mídia, por intermédio de verbas governamentais, com a finalidade de evitar a manipulação de seus dados e desenvolver um ambiente seguro para a circulação de informações.Ademais, a mídia deve estimular a formação de campanhas de conscientização e de esclarecimento popular, por meio de palestras e documentários virtuais, a fim de incentivar a construção de pensamentos livres de influências, quebrar a bolha,atingir a maioridade de Kant e evitar a alienação, como a explicitada em "1984".  

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