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Charlatanismo nas redes sociais

            No documentário “O Dilema das Redes” é mostrado que as redes sociais transformaram-se em um modelo de negócio, no qual o lucro é fruto da desinformação. Nesse sentido, estas se enriquecem, à proporção que permitem o envio de mensagens não regulamentadas a quaisquer indivíduos. Paralelo a isso, em um cenário hodierno, tal fato é corroborado pelo crescente índice do Charlatanismo nos meios virtuais. Sob este viés, torna-se como causa evidente desses abusos a “infodemia”, bem como o desejo do sujeito de negar a realidade.


            A priori, o grande número de informações – de um mesmo assunto-, em curto espaço de tempo, pode ser um empecilho ao acabamento deste ciclo. Em concordância com a Teoria das Janelas Quebradas, de George Kelling, a desordem gera desordem. Nessa perspectiva, ao passo que um ponto está em notoriedade, por exemplo, o Coronavírus, diversos dados sobre o tema surgem. Por conseguinte, os parasitas virtuais começam a agir, tendo em vista a formação de uma nuvem de teses contraditórias da questão – acarretada por publicações que impulsionam outros sujeitos a também postarem conclusões a respeito da situação. Em meio a isso, os charlatões impelem seus produtos nos consumidores. Sendo assim, os cidadãos são explorados escancaradamente, haja vista que entre tantas notícias, é impossível controlar e separar as falsas das verdadeiras, ocasionando golpes frequentes com muita facilidade.


            Em segundo plano, a dificuldade dos indivíduos em aceitarem quadros negativos é um grande impasse à resolução da problemática. De acordo com a representação ficcional do conto “A Cartomante”, de Machado de Assis, o personagem Camilo, caracterizado pelo ceticismo, com medo de acreditar que seu melhor amigo, Vilela, tenha descoberto sua traição com sua esposa, vai a uma cartomante, na qual ele crê, já que lhe conta o que quer ouvir. À vista disso, atualmente, muitas pessoas abraçam curas imediatistas oferecidas na internet, que podem até serem confundidas com milagres. Dessa maneira, chás que imunizam pessoas do coronavírus, cremes emagrecedores e consultas que prometem a volta do seu amor em dez dias são tidos como o grande “X” de todos os seus problemas, logo, desejados e venerados. Posto isto, este mercado desonesto e obscuro é mantido.


            Infere-se, portanto, o Charlatanismo nas redes sociais como um problema. Destarte, é mister do Estado tomar as medidas cabíveis, a fim de cessar esta conjuntura. Desse jeito, é necessário que o Tribunal de Contas da União envie verbas que, por intermédio do Ministério de Educação e Cultura, serão revertidas em propagandas publicitárias, oficinas e debates que elucidem os golpes oferecidos no meio virtual, para que exista uma conscientização dos indivíduos, atentando-se a tais práticas. Além disso, os legisladores devem criar leis específicas para o combate aos crimes cibernéticos, para que, assim, o Ministério público resguarde com mais vigor os direitos assegurados na Carta Magna. Só assim, uma sociedade mais ética e moral ressurgirá.

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