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Casamento infantil no Brasil

Muitos não sabem, mas as princesas da Disney tiveram seus finais felizes com um casamento precoce, por exemplo, Branca de Neve foi encontrada por seu amor verdadeiro aos 14 anos e Ariel trocou sua vida de sereia para se tornar noiva aos 16 anos. Felizmente todas elas conquistaram seus "felizes para sempre" em seus contos de fadas. Entretanto, a realidade em que vivemos não pode ser comparada com histórias encantadas, logo, o casamento infantil não deve ser normalizado dessa forma. Apesar de muito recorrente devido a dificuldades financeiras e ilusões amorosas, o matrimônio deve ser restringido a uma certa idade, para que não haja problemas futuros.
De início, é certo que muitas meninas procuram casar-se para melhorar sua situação financeira e de seus familiares, isso, principalmente nas regiões nordeste do país, onde é encontrada o maior percentual comparado a outros estados brasileiros. Porém, essa não é uma resolução efetiva, pois deixa a esposa dependendo financeiramente de seu parceiro, deixando-a sem voz ativa dentro do relacionamento, sem poder de escolha e sem opção de terminar com a relação, considerando que ela não teria como se sustentar se estivesse solteira, por isso, inúmeras jovens se sujeitam a relações tóxicas e abusivas.
Em segundo plano, a ilusão amorosa acelera o desejo de casar e criar uma família. Isso, traz arrependimentos futuros, pois, a maioria dos casais que se juntaram na infância ou na adolescência não permanecem juntos na fase adulta, devido ao crescimento e amadurecimento que ambos passam e não lidam bem por falta de preparo psicológico. O que torna o casamento uma experiência desgastante, cansativa e traumatizante para cada um dos integrantes, e não uma boa escolha como deveria ser. 
Por tanto, podemos concluir que o casamento infantil é uma prática que não traz benefícios e deve ser erradica tão logo possível. Cabe ao Ministério da Educação com parceria do Conselho tutelar criar campanhas de conscientização para jovens e seus familiares nos meios escolares e mídias sociais, mostrando que o casamento precoce é, na maioria das vezes, um problema a mais, e não uma solução financeira ou social. Além disso, ao poder legislativo é necessário maior fiscalização no cumprimento das leis matrimoniais existentes, isso, deverá ocorrer diretamente junto aos noivos e testemunhas nos cartórios civis no estados brasileiros.

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