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Casamento infantil no Brasil

         Buquês, festas, padrinhos. Esses são os elementos mais comuns em um casamento realizado no Brasil. Outrora, tal como no Brasil colonial, os casamentos eram combinados e não se existia uma idade certa para se casar, isto é, crianças de 14 anos já eram vistas como aptas para tal. Conquanto, hodiernamente, a sociedade brasileira tenha se modificado em relação àquela época, é certo que ainda existem raízes do passado, uma vez que o matrimônio de adolescentes é relativamente comum, pois, conforme pesquisas do G1, duas em cada cinco mulheres se casam antes dos 18 anos. Dessa forma, para que se entenda essa dinâmica social, uma análise tanto das causas, quanto das consequências é necessária.


            No que tange às causas, há, majoritariamente, a estrutura familiar. Segundo Taine, sociólogo positivista do século XIX, as ações de uma pessoa são condicionadas pelo produto entre raça, meio e momento. Outrossim, pesquisas demográficas feitas pelo Banco Mundial apontam que as jovens que constroem laços matrimoniais não possuem núcleos familiares organizados que consigam prover um bom padrão de vida. Sendo assim, quando se une as hipóteses de Taine com os dados citados, entende-se que muitas jovens, condicionadas por más condições de existência, enxergam no casamento precoce uma forma de melhora de vida, e, devido a isso, impactos pessoais e sociais são sentidos.


             Já no que concerne às consequências, existe a alta possibilidade de segregação econômica.  À medida que as pessoas se casam, a tendência é ter mais filhos. No entanto, esse efeito na vida de um adolescente é catastrófico, visto que  terá que abdicar do estudo para cuidar de uma nova criança. Por conseguinte, o futuro desse ficará comprometido, dado que não possuirá a qualificação necessária para se inserir no mercado de trabalho, o qual é marcado pela alta competitividade. Portanto, com a privação econômica, haverá, por conseguinte, a entrada em um estágio que sociólogos definem como vulnerabilidade social, cuja característica marcante é a privação a direitos sociais.


            Destarte, o Estado deve se aliar à escola, a fim de mitigar as causas e as consequências. Aquele, por meio do setor Executivo, deve utilizar parte da verba provinda de impostos e de títulos públicos, com o intuito de melhorar as condições de vida pela criação de obras públicas, as quais devem empregar mais famílias e garantir, assim, acesso a serviços essenciais, tal como saúde  e educação. Ademais, o governo deve repassar a outra parcela do capital para a escola. Essa, com o recurso governamental em mãos, deve criar cursos profissionalizantes gratuitos para jovens pais e mães, os quais aspirarão capacitar, rapidamente, os futuros profissionais, para que uma completa imersão social ocorra.

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