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Capacitismo no Brasil

Para São Tomás de Aquino, todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. No entanto, o capacitismo contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, padecentes da negligência estatal e da lenta mudança de mentalidade social, portadores de deficiências são tratados de modo desigual no Brasil.


Tal conjuntura se deve ao fato de não haver inclusão suficiente às pessoas com má-formação. Sobretudo, para que todas as pessoas tenham, de fato, a chance de se incluir na sociedade, a Constituição Federal de 1988 alega que, por direito, os indivíduos com necessidades especiais devem receber educação, preferencialmente, na rede regular de ensino. Entretanto, o atual presidente do país, Jair Bolsonaro, aprovou o decreto 10.502 em que prevê a instauração de três tipos de escolas: regular, especial e bilíngue. Desse modo, conclui-se que tal criação acarretará o segregamento entre os estudantes pois, a incapacitação das escolas normais fará com que aqueles que possuírem particularidades únicas sejam direcionados à uma determinada instituição, o que potencializa a exclusão.


Consequentemente, com o agravamento do pensamento coletivo de que a deficiência é algo que precisa de conserto, há uma piora no desenvolvimento social do país. Afinal, no instante em que a Revolução Industrial rotulou o valor de cada um a partir quanto pudesse produzir em menos tempo, os deficitários foram classificados como inválidos. Infelizmente, esse fato perdura, ainda na contemporaneidade, através do capacitismo – discriminação direcionada ao condutor de défices – o que enraíza, ainda mais, o conceito de inutilidade.


Portanto, medidas são necessárias para a resolução do impasse. Logo, o Governo Federal deve propiciar a melhoria do sistema escolar (no âmbito regular) por meio de ações imprescindíveis para a adaptação de públicos diversificados de modo a garantir acessibilidade a todos. Ademais, o Ministério da Educação deve propor a conscientização referente à condição física por meio de palestras em colégios, de modo a evidenciar que o ser humano padece dos mesmos direitos e obrigações. Espera-se com essa ação a ampliação da inserção dos cidadãos às organizações de aprendizagem e o banimento do capacitismo no Brasil.

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