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Capacitismo no Brasil

No livro “O Corcunda de Notre-Dame”, Victor Hugo narra a história de Quasímodo, um homem deformado que reside na igreja francesa. Nesse cenário, em virtude de sua má-formação, o protagonista é desprezado pelos habitantes de Paris. Paralelamente, no Brasil, o preconceito contra portadores de necessidades especiais acarreta a exclusão desses indivíduos do convívio social. Destarte, é profícuo analisar tal problemática.



Primeiramente, cabe ressaltar que, consoante ao sociólogo Max Weber, a qualidade da vida em sociedade depende da harmonia em todos os âmbitos da comunidade. Nesse contexto, o capacitismo dificulta a integração dos deficientes físicos e psicológicos, haja vista que reproduz estereótipos acerca das dificuldades desses cidadãos. Em decorrência disso, a coletividade torna-se menos tolerante em relação a diferenças entre seus integrantes, o que favorece a formação de comunidades isoladas. Consequentemente, o direito à cidadania, conforme assegurado pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, não é efetivado.



Outrossim, de acordo com o estudioso Emile Durkheim, o desenvolvimento do sistema capitalista culmina na solidariedade orgânica, isto é, na identificação entre sujeitos com condições e históricos socioculturais similares. Nesse sentido, é dificultada a inclusão de minorias discriminadas pela população majoritária, uma vez que se inserem em realidades únicas. Por conseguinte, esses setores se tornam marginalizados e, portanto, menos aceitos na estrutura coletiva hegemônica.



Logo, medidas se fazem necessárias para alterar esta situação. Visando a esse objetivo, é mister que o MEC, em parceria com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, desenvolva uma campanha de conscientização voltada para o acolhimento dos deficientes pela institucionalidade. Nessa perspectiva, por meio da realização de palestras com vítimas de discriminação e promoção de atividades educativas abertas ao público, há de se promover a aproximação entre os portadores de deformidades e os demais envolvidos, com a finalidade de fortalecer os vínculos grupais e amenizar os efeitos do preconceito. A partir dessas ações, poder-se-á construir uma sociedade mais igualitária, inclusiva e na qual imperfeições biológicas não serão tratadas como aberrações, ao contrário do que ocorre na narrativa de Quasímodo.

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