O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Capacitismo no Brasil

Durante a Grécia antiga, os cidadãos que possuíam algum impedimento de médio ou longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial eram abolidos da sociedade, já que na civilização ancestral a deficiência simbolizava uma imperfeição. Nesse sentido, o capacitismo é um problema que há muito tempo deve ser combatido no Brasil, entretanto, a lacuna de representatividade e o silenciamento promovem a permanência dessa ignorância. Destarte, é fundamental analisar essas razões que tornam a problemática uma realidade no mundo contemporâneo.



Em primeiro plano, é importante salientar que a falha na representação proporciona o incremento do capacitismo. De acordo com um estudo da Escola de Annenberg de jornalismo e comunicação, da Universidade do Sul da Califórnia(USC), apenas 2,4% dos personagens das 100 maiores produções de 2015 eram pessoas com deficiência. Desse modo, esses indivíduos continuam sendo excluídos, não somente pela indústria que produz arte através de movimentos, como também são discriminados no mercado de trabalho, visto que as empresas não executam a Lei de Cotas para deficientes em vigor há 28 anos e assim, além de enfrentar o preconceito no dia a dia, sofrem com o desemprego.



Outrossim, o silenciamento de discussões a respeito das atitudes preconceituosas daqueles que enxergam as pessoas com deficiência, inaptas para o trabalho e incapazes de cuidar da própria vida, mantém a ideia enraizada. Em um dos episódios da terceira temporada da série norte-americana “Eu a patroa e as crianças”, o melhor amigo do protagonista “Michael Kyle”, aparece de cadeira de rodas após um acidente que acarretou perda dos movimentos das pernas, e logo começa a ser tratado de forma diferenciada, pois, o seu amigo (Michael) faz por ele coisas, como cortar a sua própria comida e segurar o seu suco, enquanto, bebe. Partindo desse pressuposto, é inegável que ausência de debates gera o aumento de casos de capacitismo o qual é tão desconfortante.



É evidente, portanto, medidas para conter o avanço da problemática. Para tanto, urge que as mídias televisivas precisam avaliar a razão de haver tão poucos personagens com alguma limitação em suas produções por meio de conferências e mesas-redondas e se questionarem a causa de não inserir esses em papéis a fim de democratizar a arte. Ademais, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital, que por intermédio do Ministério da Cidadania, será revertido em acessórios de mobilidade para os cidadãos com impedimentos de modo a permitir a praticidade na locomoção desses indivíduos em quaisquer lugares. Dessa maneira, os deficientes não serão abolidos da sociedade, como ocorrido na Grécia Antiga, mas sim incluídos.


 

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!