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Capacitismo no Brasil

Na série 3%, o personagem Fernando, por ser deficiente, tem sua capacidade de passar em um processo seletivo questionada pelos concorrentes. Embora seja uma obra de caráter ficcional, o enredo apresenta características semelhantes à atualidade, visto que o capacitismo é uma realidade preocupante no Brasil. Logo, faz-se necessária uma análise dessa conjuntura sob a perspectiva da ignorância populacional e da importância da educação para solucionar o problema.
A princípio, a ignorância da população brasileira atua como instrumento de manutenção dessa problemática. Tendo isso em vista, o Realismo, como escola literária, é marcado por diversas críticas às condutas negativas da sociedade, como o preconceito contra pessoas deficientes. De maneira semelhante à literatura, no mundo hodierno, as atitudes do corpo social são regidas por um processo histórico de construção, haja vista que vestígios de uma humanidade preconceituosa persistem e, consequentemente, contribuem para a legitimação da ignorância da nação. Nesse contexto, é evidente a necessidade de medidas para solucionar esse entrave.
Além disso, é inegável que a prática educativa é essencial para reverter o cenário supracitado. Sob esse prisma, segundo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Considerando o que foi dito pelo filósofo, é notório o poder de transformação presente no âmbito educacional, pois com um preparo voltado para o desenvolvimento de uma cidadania saudável - com enfoque no respeito às pessoas deficientes -, dentro das instituições de ensino, os cidadãos estarão menos propícios a tornarem-se indivíduos ignorantes e desrespeitosos. Diante disso, constata-se que a capacidade transformadora da educação, atestada pela óptica kantiana, é extremante importante para formação do caráter humano.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combate ao capacitismo no Brasil. Para tanto, compete ao Ministério da Educação promover, periodicamente, minicursos sobre respeito aos indivíduos portadores de deficiência, por intermédio da mídia - que atuará como veículo de difusão das informações -, a fim de garantir que práticas discriminatórias não ocorram. Dessa forma, os cidadãos brasileiros não continuarão vivendo em uma realidade análoga à trama de 3%.

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