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Capacitismo no Brasil

 Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. Entretanto, o fato de as pessoas com deficiência serem vítimas constantes do capacitismo no Brasil provoca uma segregação dessa parcela da população e prejudica na manutenção de suas seguridades. Nesse sentido, há fatores que impulsionam esse problema, como cultura enraizada e a hipervalorização.


 Primeiramente, o capacitismo é o ato de agir, pensar ou falar de modo inferiorizado para com pessoas deficientes, que já representam quase 25% da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Desse modo, até mesmo pequenas atitudes possuem um tom preconceituoso e de incapacidade, como ajudar sem necessidade ou olhar com pena. Por consequência, o capacitismo acabou se tornando algo muito comum na mente da sociedade, sendo praticado inconscientemente e responsável por construir uma forma de agir diferenciada e, muitas vezes, protetora com esses indivíduos. Ademais, é muito importante desenvolver um senso de perceber a capacidade de autonomia dos deficientes, para que eles possam se sentir integrados aos demais e mais livres dos pensamentos e olhares preconceituosos.


 Paralelamente, além do pensamento de incapacidade, a hipervalorização se encontra muito presente na vida dos deficientes, principalmente, por serem subestimados nos seus afazeres. Como resultado, há diversos vídeos espalhados nas plataformas digitais, como Youtube e Facebook, com publicações e vídeos motivacionais que usam pessoas com deficiência como plano de fundo para expressar superação, mas que acabam se beneficiando da condição e dor do próximo como motivação. Por fim, é de extrema necessidade promover a empatia entre todos os indivíduos, para que a igualdade e união melhorem a sociedade como um todo. Como dito pelo psiquiatra brasileiro Augusto Cury, “O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças”.


 Fica evidente, portanto, a necessidade de amenizar o capacitismo enraizado no Brasil. Em virtude disso, urge que o Governo Federal, em parceria com o Facebook e Instagram, desenvolva publicações na internet debatendo sobre o capacitismo, como sua existência, seu significado, a presença no cotidiano dos brasileiros e como combate-lo; utilizando como meio propagador essas redes sociais, uma vez que possuem públicos de todas as idades e de todo o território brasileiro. Com isso, será possível aproximar o tema da população, auxiliar no conhecimento e na luta contra esse preconceito, garantindo, de forma mais ampla, os direitos previstos na DUDH.

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