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Capacitismo no Brasil

  "A Teoria de Tudo" é um filme que fala sobre Stephen Hawking, físico que enfrentou inúmeros preconceitos antes de revolucionar a ciência contemporânea. Assim como ele, vários brasileiros com deficiência lidam cotidianamente com a inferiorização por parte de uma coletividade estagnada. De fato, a nação encontra-se medievalizada pelo capacitismo.


  Antes de tudo, vale destacar a frágil atuação das famílias. Durkheim, expoente sociólogo, atribui aos núcleos familiares um papel importante na formação da psiquê humana. Assim, o ideário capacitista parte de indivíduos que não foram previamente educados. Logo, enquanto a "mesa de jantar" não ensinar a tratar corretamente os deficientes, a desigualdade prevalece.


  Atrelada à família, a escola peca em não proporcionar um ambiente esclarecidamente igualitário. Para Bauman, uma instituição "zumbi" é um órgão que negligencia suas funções. Nesse sentido, a escola morre a partir do momento que não "educa" a comunidade acerca do capacitismo e suas implicações. Afinal, colocar um deficiente numa sala de aula e não trabalhar a mentalidade daquele grupo social é, conforme Gilberto Dimestein, cidadania de papel. 


  Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para mitigar essa ignonímia. Nessa ótica, o Ministério da Educação e Cultura deve orquestrar uma mobilização de cunho educacional. Nesta ação, as escolas de ensino básico iriam reunir, anualmente, alunos, familiares e pessoas com deficiência para debater sobre o capacitismo, mediante palestras e mesas de conversa. O MEC também iria expandir a campanha para o cenário digital, por meio de "lives" e "hashtags". O objetivo é ressucitar - conforme Bauman - o papel educativo na formação de uma sociedade mais justa, tirando, assim, os direitos do papel.


 


 

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