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Capacitismo no Brasil

     O filósofo Jean-Paul Sartre dissertou acerca do comportamento coletivo, evidenciando-o sobre o caminho para o real progresso de uma nação, a fim de alcançar o bem-estar social. Análogo a isso, nota-se, no Brasil hodierno, um grande número de pessoas com algum tipo de deficiência, estando sujeitas a diferentes tipos de situações negativas, o que caracteriza o “capacitismo”. Dessa forma, deve-se pautar, na contemporaneidade, os desdobramentos dessa problemática e suas consequências. 



    Em primeiro lugar, é importante discutir sobre as causas desse fenômeno. Nesse sentido, apesar de a Constituição Federal de 1988 proibir qualquer tipo de preconceito, percebe-se, subjetivamente, uma forma de tratamento diferenciado para pessoas portadoras de deficiência, o que pode fazer com que as mesmas não se sintam iguais aos demais cidadãos, dificultando o processo de exercício da cidadania. Dessa maneira, o filósofo Immanuel Kant definiu empatia como a maneira de tratar os outros da maneira que o próprio indivíduo gostaria de ser tratado, e destaca-se a ausência da empatia kantiana nesse fenômeno. 



    Ademais, é válido debater as consequências desse problema. Nessa perspectiva, a ocorrência do capacitismo pode ocasionar um desequilíbrio na vida social do indivíduo, podendo provocar ansiedade social e depressão, segundo a Associação Americana de Psicologia. Paralelamente, a manutenção do “Status Quo” só ajuda na perpetuação da atual situação, isso se alia com a atual conjuntura, na qual esses debates não fazem parte do currículo escolar obrigatório, o que dificulta a compreensão desse problema pelas pessoas. Outrossim, é vultoso salientar a necessidade do entendimento acerca da problemática. 



    Portanto, torna-se clara a importância da adoção de medidas para essa situação. Sendo assim, urge que o Governo Federal, junto ao Poder Legislativo e Especialistas, crie um projeto para a inclusão de discussões sobre capacitismo durante o ensino médio em todas as escolas brasileiras, podendo ocorrer atividades que exigem pensar como seria estar na situação de uma pessoa com deficiência, promovendo a alteridade. Assim, isso pode ser aprovado por um projeto de lei e tem como finalidade o aumento do bem-estar social, o que vai ao encontro da teoria do filósofo francês. 
 

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