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Capacitismo no Brasil

    No filme francês de 2011 "Intocáveis", o personagem Philippe é um multimilionário tetraplégico que contrato Driss para ser seu cuidador. O jovem, problemático e sem a mínima experiência para o trabalho, cativa o patrão por não tratá-lo como um coitado, digno de pena, mas como um ser humano capaz de descobrir novos horizontes, apesar das limitações. Fora da ficção, todavia, a realidade é totalmente oposta, uma vez que as pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes (NDs) sofrem diversos preconceitos, de modo a se tornarem um grupo invisível diante da socidade e até mesmo do Estado.


    Em primeiro lugar, cabe destacar que a maioria das pessoas , talvez até sem má intenção, propagam o capacitismo por meio de expressões corriqueiras, tais como: "Dar um de João sem braço", "Desculpa de aleijado é muleta", "Mais perdido que cego em tiroteio", "Nossa, ele/ela nem parece ter deficiência", "Você foi contatado só para cumprir a cota, né?" Nesse contexto, segundo Marinalva Oliveira, coordenadora do Laboratório de inclusão, Mediação simbólica, desenvolvimento e aprendizado (LIMDA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a sociedade brasileira é baseada numa cultura de maximização da produção e do lucro, assim, as PCDs e NDs constituem-se em sinônimo de ineficiência e improdutividade.


   Ademais, é notório observar que em contrapartida a essa opressão provocada pelos capacitistas, o deficiente tem grande importância no crescimento de um país, tanto na produção quanto na cultura. Prova disso, é o que retrata o filme biográfico "A Teoria de tudo", o qual retrata a trajetória do astrofísico Stephen Hawking. Ele, mesmo após perder os movimentos devido a doença esclerose lateral amiotrófica (ELA), foi de suma importância para o desenvolvimento da Astrologia, com muitos estudos científicos publicados no mundo todo, inclusive ocupou a principal cadeira de ciências da Universidade de Cambridge, a qual pertencia a Isaac Newton.


     Conforme as ideias supracitadas, esse cenário pode ser mudado para melhor, basta que a Mídia faça um trabalho de conscientização da população quanto às PCDs, com intuito de fazê-la compreneder o valor dos deficientes e torná-los mais visíveis diante da sociedade. Para tanto, esse agente deve promover campanhas midiáticas na televisão e nos principais meios de comunicação, por exemplo, com mais personagens nas novelas e filmes, representados por esses grupos, não como coitados, mas pessoas capazes de contribuirem no progresso da Nação, pois, somente assim, será possível diminuir o pensamento capacitista que assola o território brasileiro.


 

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