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Capacitismo no Brasil

 Na obra pré-modernista “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima barreto, o protagonista acredita que se superados alguns obstáculos, o Brasil chegaria ao patamar de  nação desenvolvida. Diante disso, ao olhar o atual cenário brasileiro, certamente o major Quaresma desejaria pôr fim ao capacitismo. Infelizmente, tal ato de discriminação e preconceito contra pessoas que apresentem alguma deficiencia é fruto do individualismo  e reflete na falta de representação social  desse grupo.


 


  Primeiramente, é necessário compreender como o egocentrismo favorece a permanência do capacitismo no Brasil. Consoante o sociólogo Zygmunt Bauman, existe na contemporaneidade uma tendência ao individualismo nas relações interpessoais. Sob essa ótica, fica claro que os indivíduos passam a ignorar a real necessidade do próximo, em detrimento do que acham ser o correto. Assim, estas ações de discriminação são realizadas ,por exemplo,quando o cidadão ajuda imediatamente um cadeirante, sem antes consultá-lo, não reconhecendo a sua capacidade de decisão.  


  Outrossim, existe no Brasil pouca representação social das pessoas que têm algum tipo de impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial, nesse hiato perdura uma falta de consciência coletiva acerca das mudanças que precisam ser realizadas para a melhoria da qualidade de vida desses. Partindo desse pressuposto, há uma concretização da teoria  do sociólogo Émile Durkheim, que afirma que na solidariedade orgânica permeia uma dependência das ações dos indivíduos. Logo, quanto menor a representatividade dos deficientes , menor será o entendimento da população  de que 24% dos brasileiros apresenta algum tipo de deficiência ( segundo o IBGE).


  Portanto, é mister que medidas sejam tomadas para conter o avanço do capacitismo no Brasil. Destarte, urge que o Ministério da Cidadania crie um projeto de lei, a ser entregue à Câmara de Deputados. Nesse projeto constará que todos os filmes nacionais deverão ter uma participação mínima de 15% do elenco com pessoas que tenham algum tipo de deficiência. Dessa forma, a nação será mais consciente e o sonho ufanista do major Quaresma estará mais próximo da realidade.

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