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Caminhos para combater a transfobia no Brasil

Em meio à evolução da sociedade, surgiram as pessoas transgêneras. Essa classificação, devido à falta de divulgação e conscientização sobre o assunto, gera dúvidas e, muitas vezes, sequer é conhecida. A ignorância sobre o tema é uma das principais causas do preconceito e das dificuldades que esses cidadãos enfrentam.
O transgênero -pessoa de identidade de gênero incompatível com seu respectivo gênero binário- tem seu primeiro contato com o preconceito, comumente, em sua casa onde, por não entenderem e tão pouco aceitarem, seus familiares usam de diversas violências para tentar, inutilmente, "corrigir" o que consideram errado. Frequentemente, por não se encaixarem no que a família considera normal, são expulsos de casa e perdem o acesso à educação, ou por morarem nas ruas ou porque a incompreensão no ambiente escolar, indiretamente, também os expulsou. Os poucos que conseguem concluir os estudos sofrem com a discriminação no mercado de trabalho, ficando, dessa forma, sem fonte de renda.
Sem ter a quem recorrer, homens e mulheres transsexuais acabam encontrando na prostituição a única saída para não morrerem de frio e fome. Por não possuírem os atributos físicos coerentes com sua identidade de gênero, são obrigados a aplicar silicone industrial em seu corpo para modificá-lo, atitude que acarreta diversos problemas à saúde e pode causar a morte. Devido às muitas violências a que são submetidos, muitos deles desenvolvem depressão severa, acabam se mutilando e cometendo suicídio.
Em virtude disso, é necessário que haja uma dispersão do conhecimento sobre o assunto. Os meios de informação são ferramentas primordiais, pois diversos programas televisivos, vlogs, sites e redes sociais podem ser usadas para a divulgação do tema abordado e da realidade dos transgêneros no país. O Ministério da Educação poderia incluir na grade dos cursos de licenciatura, pedagogia, medicina e psicologia a disciplina de gênero e sexualidade, a fim de que existam mais profissionais da área da saúde e da educação qualificados para dar assistência adequada aos transgêneros e suas famílias. O Estado, juntamente com os setores privados, poderia criar casas de apoio aos transsexuais que residem nas ruas, e formas de inseri-los no mercado de trabalho com o intuito de reduzir a prostituição dos mesmos como meio de sobrevivência. Além disso, as empresas criariam cursos educacionais sobre o tema para seus empregados e penalidades em caso de discriminação, para que a intolerância e a falta de respeito no meio de trabalho cessasse. É necessário que haja o entendimento do assunto para que as soluções cabíveis comecem a ser planejadas e colocadas em prática pela sociedade.
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