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Caminhos para combater a transfobia no Brasil

Caminhos para combater a transfobia no Brasil

O respeito à dignidade humana é, e deve ser concretamente, um direito assegurado a qualquer indivíduo, para além de seu gênero, da sua etnia ou classe social. Entretanto, em razão de uma legislação ainda falha e uma estrutura social machista e excludente, a realidade a ser enfrentada aparece bem diferente na medida que crimes transfóbicos são comuns no país.
É importante ressaltar que a sociedade foi construída a partir de padrões heteronormativos que ignoram toda a potência subjetiva e individual de expressão do sujeito. Algo que o filósofo Focault, em sua obra ?A história da sexualidade?, aborda como escravos dos dispositivos - aqueles que não se enquadram no modelo de família monogâmica que visa apenas à procriação como forma correta, acaba por ser terminantemente excluído, descartado, rejeitado. Isso reflete em índices como depressão, ansiedade e ataques de pânico na comunidade LGBT. Estes, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), são 66% mais propensos a adquirir doenças psicológicas.
Além da marginalização e do preconceito que sofrem, a transfobia se expande para o campo da agressão física de maneira que o gênero e a opção sexual da pessoa cause mais indignação do que a sua morte. A travesti Dandara, por exemplo, foi espancada e morta por cinco homens que filmaram e postaram o vídeo na internet. O ato de extrema violência e as muitas visualizações deste, demonstram como o pensamento ainda arcaico domina a realidade brasileira e prejudica tantos indivíduos.
Diante disso, no ambiente escolar, a melhor arma para reverter comportamentos preconceituosos é a informação. É função dos educadores oferecer aos alunos conhecimentos para compreender os diferentes comportamentos sexuais, sempre respeitando a todos. No âmbito das leis, para garantir a dignidade de cada indivíduo, é preciso que ocorra a criminalização da transfobia. A população, sobretudo, deve fazer campanhas nas comunidades para que todos sejam tratados com alteridade e não agir com atitudes ofensivas disfarçadas, como risadas e comentários irônicos. De modo geral, saber conviver com a diversidade é um dos primeiros passos para alcançar uma sociedade mais igualitária.
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