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Caminhos para combater a transfobia no Brasil

A transexualidade no Brasil é uma luta, diária, por identidade, que ocorre desde a década de 80 com a criação do Grupo Gay da Bahia. Atualmente o maior percentual de denúncias, recebidas no Disque Direitos Humanos (o disque 100), por violência física ou psicológica, vem do público LGBT(Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). O grande desafio nos dias atuais, é encontrar uma forma de combate à transfobia no país onde mais se assassinam transgêneros no mundo.
O preconceito com o transsexual se inicia com a rejeição da própria família; como foi o caso da menina trans de 8 anos que foi espancada, no Rio de Janeiro, ate a morte pelo pai que queria ensina-la a se comportar como homem. Um dos fatores que contribuem para essa violência é o fato da medicina classificar a transsexualidade como doença. Dessa forma, ocorre uma naturalização da violência, pois as pessoas trans passam a serem vistas como "culpadas" pelas agressões sofridas. O caso da cearense Dandara dos Santos que foi espancada, humilhada, exposta e morta a tiros, mostra a vulnerabilidade enfrentada pelos transsexuais e o descaso das autoridades com a segurança pública. A exclusão no mercado de trabalho é latente. Essa falta de oportunidade faz com que eles ingressem no mercado do sexo, aumentando sua insegurança e os casos de agressões.
Outro fator que contribui para tal discriminação, é o tabu imposto pela religião cristã. E em 2015, o papa Francisco recebeu no Vaticano um transexual e sua namorada, quebrando as barreiras imposta pela igreja.
Hoje em dia, existem movimentos militantes e projetos que tem auxiliado na luta contra a transfobia, e na inclusão com respeito, como por exemplo o sistema "Monalisa" de Recife. Mas a reversão desse quadro transfóbico deve começar em casa; com a aceitação e apoio da família. Nas instituições de ensino; com projetos que ensinem que ninguém pode interferir nas liberdades individuais de ninguém e oficinas que aumente a interação entre os jovens. Na igreja; com a aceitação do próximo, já que a religião cristã prega sobre o amor. E no estado, com a implantação de leis e programas que protejam os direitos do público trans. Com a contribuição da tecnologia, é possível criar um aplicativo que forme uma rede entre os trans, de modo que, ambos possam se ajudar quando estiverem em perigo e dessa forma reduzir os índices de violência contra o transexual.
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