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Caminhos para combater a transfobia no Brasil

Um assunto que vem chamando atenção nos últimos anos é a questão do alto índice de violência contra o grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) em nosso país. Resultado de pesquisa realizada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) mostra que a cada 28 horas um indivíduo dessa categoria morre devido ao preconceito, irracionalidade e agressividade de pessoas que são contra a forma como vivem essa parte da população. Muitos, ainda, julgam que esse ato é considerado transtorno psicológico, devendo ser tratado com internação e medicação. Contudo, o que falta na sociedade é informação de qualidade, que quebre tabus e desfaça todo o mito criado pela comunidade antiga.
A princípio, é válido ressaltar, de maneira geral, o que caracteriza esse grupo de pessoas. O aspecto mais importante a ser destacado é que eles, ao invés de se relacionarem sexual e afetivamente com pessoas de gênero diferente do seu, como ditava a lei religiosa e universal, se envolvem com seres do mesmo sexo, contradizendo e contrariando todos os costumes e crenças de que uma família é constituída por um homem, uma mulher e filhos. E é esse choque de realidade que vem gerando tanto ódio e violência contra esses seres pois, para muitos, o que eles fazem transgride a moral de uma sociedade.
Consequentemente, o Brasil é considerado um dos países onde mais ocorre discriminação e agressão contra os LGBT. Sendo registrado que, desde 2008, cerca de 40% dos assassinatos de transexuais do mundo ocorrem aqui. Além disso, a expectativa de vida dessas pessoas caem de 73 para 36 anos de idade. E tudo isso ocorre devido a falta de informação sobre o assunto e por ideologias religiosas e governos autoritários que pregam discursos de preconceito e intolerância.
Dessa forma, fica claro que medidas devem ser tomadas para que diminua a transfobia no Brasil. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, disponibilizar palestras educativas a respeito desse assunto em todas as escolas, para que desde cedo as crianças sejam educadas a respeitar a diferença dos outros, evitando assim, que se tornem adultos violentos e ignorantes. Além disso, as instituições religiosas devem ser aconselhadas a reavaliar seus preceitos e relação a esse assunto, deixando de condenar e denegrir a escolha e o direito que cada indivíduo tem sobre sua própria vida.
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