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Camarotização da sociedade brasileira e a desigualdade de classes sociais

Na obra "Revolução dos Bichos", de George Orwell, animais são personificações do cenário socialista vigente no século XX, no qual critica a inexistência de uma igualdade plena entre os bichos da fazenda. Não distante da ficção, nos dias atuais, emerge o conceito de "camarotização" – designado à separação física de classes econômicas divergentes -, que corrobora a intensificação do "apartheid" social. Sendo assim, é primordial analisar a necessidade de compreender a persuasão das mídias, e a realidade econômica dos indivíduos, para atenuar esse impasse.


Em primeiro lugar, destaca-se que em função do modelo capitalista do século XXI, as mídias socias influenciam fortemente no poder de consumo dos indivíduos. Nesse sentido, a "Indústria Cultural" proposta por Theodor Adorno, exemplifica que a função da indústria capitalista é influenciar a sociedade a consumir excessivamente, e, como resultado, a parcela possuidora de maior condição econômica sente-se superior às demais. Desse modo, torna-se claro a infrutífera tentativa de igualdade econômica e social vivenciada na obra de Orwell.


Por conseguinte, presencia-se a evidente disparidade salarial, que corrobora na lástima desigualdade das classes sociais. Sob esse viés, uma parcela populacional sente-se na obrigatoriedade de criar seu próprio espaço, e, como efeito, surge a privatização socioespacial, uma vez que até os preços em alguns ambientes já são predeterminados para filtrar a clientela, como shopping e instituições escolares, por exemplo. No entanto, esse fato vai de encontro a um dos artigos da Constituição Federal, o qual preconiza a isonomia de todos, sem distinção, porém, fora dos papeis diverge da atualidade. Assim, o "apartheid" social torna-se, gradativamente, insustentável, cabíveis de uma socialização humanizada.


Destarte, cabe ao Ministério Público, o melhoramento físico dos espaços públicos, como instituições de ensino decadente, ruas e avenidas de bairros do estrato social desfavorecido, por meio de recursos governamentais, a fim de eliminar as dicotômicas disparidades sociais. Tal ação deverá proporcionar ao indivíduo a compreensão de inclusão. Além disso, é preciso conter as mídias que influenciam na segregação socioespacial, com o objetivo de incentivar nos próprios meios a necessidade de equalizar o público e torná-lo mais homogêneo, de modo a não gerar a "camarotização". Dessa forma, a ficção de Orwell, vigente na atualidade, será atenuada, paulatinamente.


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