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Brasil e as tensões geopolíticas no Oriente Médio

     Durante a Segunda Guerra Mundial, os países em embate cobravam uma posição unilateral do Brasil no conflito, o que gerou grandes tensões para a sociedade canarinha. Apesar do transcorrido, o envolvimento do território tupiniquim em questões globais é recorrente, principalmente, no que tange aos problemas geopolíticos enfrentados no Oriente Médio, haja vista o certame socioeconômico em pauta nessas disputas. Nesse contexto, faz-se necessário entender fatores que influenciam o posicionamento do Brasil nos debates mundiais.     


      Inicialmente, o quesito petrolífero é um motivador de envolvimento do Brasil e outras potências nos conflitos árabes. Isso pode ser visto, por exemplo, na crise do petróleo em 1973- boicote dos países árabes aos apoiadores de Israel- que gerou fortes tensões por todo o mundo, em especial à nação canarinha, que passou por um período forte de recessão econômica, reinventando-se por meio de um combustível alternativo- o álcool. Lê-se, portanto, o quão dependente são os países um dos outros, e o quanto acirramentos sociais isolados podem se reverberar sobre todo globo, com reações inquietantes para programos políticos diversos.
      Além do mais, a questão fronteiriça é outro fator pertinente do forte acompanhamento de outros países aos problemas que circundam o Oriente Médio. Em relação a isso, o Canal de Suez é um exemplo de entreposto comercial importante nessa região, liga o mar vermelho ao mediterrâneo, e foi relevante nas viagens europeias na diminuição de tempo de chegada ao oceano índico. Dessa forma, o fechamento desse Canal, pelos egípcios em 1967, causou fortes preocupações em todo o mundo, haja vista que determinações globais sinalizavam que o seu uso era de caráter planetário. Logo, é perceptível o abalo causado nas diversas economias dependentes desse ponto geográfico estratégico para o escoamento de sua produção. 
      Destarte, a terra de grandes reservas petrolíferas se configura como um território historicamente marcado por disputas que desestabilizam todo globo. Em razão disso, faz-se necessário maior preparação socioeconômica dos governos de países dependentes de recursos provenientes dessa área, como programas energéticos alternativos de alta eficiência em tempos de crise, além de rotas aéreas eficazes na entrega de mantimentos a outras nações e ao próprio reabastecimento nacional; por meio de conciliamento de interesses entre chefes de Estado em reuniões estratégicas em momento de acirramentos. Espera-se, com isso, principalmente, que o Brasil e outras potências saibam diversificar suas economias e manterem seus caracteres de importância nessas questões históricas.

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