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Brasil e as tensões geopolíticas no Oriente Médio

   O filósofo Jean-Paul Sartre dissertou acerca da responsabilidade coletiva, evidenciando essa como caminho para o real progresso de uma nação a fim de alcançar o bem-estar social. Análogo a isso, percebe-se, no mundo hodierno, uma escalada de tensões no oriente médio devido à disputas geopolíticas, essas preocupam todo o mundo, inclusive o Brasil, pois um conflito na região com a maior produção de petróleo do mundo e importadora de bilhões de dólares em commodities brasileiros traria consequências graves para a economia brasileira. Dessa forma, é importante pautar na contemporaneidade os desdobramentos dessa problemática.


   Em primeiro plano, é crucial discutir as causas para esse problema. Nessa perspectiva, é vultoso destacar a divisão do islã entre xiitas e sunitas que têm maioria da população, respectivamente, no Irã e na Arábia saudita. Essa divisão histórica causa uma polarização no oriente médio em dois blocos que disputam poder geopolítico na região e a Arábia saudita conta com apoio dos Etados Unidos. Por conseguinte, é possível afirmar que a escalada de tensões ocorre por meio de atitudes imprudentes de ambos os lados, com o Irã apoiando grupos terroristas, como o Hezbollah, e Trump autorizando o assassinato do general Soleimani. Nesse sentido, é possível incluir o Brasil no momento em que o Itamaraty divulgou nota em apoio aos EUA, deixando de lado a tadicional imparcialidade da diplomacia brasileira, e contribuindo para o aumento das tensões.


    Em segundo lugar, é válido discutir as consequências da escalada de tensões no oriente médio. Nessa lógica, é importante destacar o oriente médio como o local de maior produção de petróleo do mundo e o petróleo, como commoditie, tem seu preço definido pelo mercado internacional, e um conflito na região iria prejudicar o transporte de petróleo pelo estreito de Ormuz, próximo ao Irã, responsável pela passagem de um terço do petróleo mundial. Consequentemente, os preços iriam disparar em todo o mundo, inclusive no Brasil, prejudicando setores de transporte e aumentando os preços, em geral, causando desemprego. De outra forma, o Brasil exporta bilhões de dólares em produtos agrícolas para o Oriente médio e , se ocorresse um conflito, essas exportações seriam prejudicadas gerando prejuízo para o agronegócio e desemprego. Portanto, urge que o país faça esforços para evitar um conflito na região.


   Torna-se claro, portanto, o quão desastroso seria, para o mundo, a ocorrência de um novo conflito no Oriente médio. Para isso, urge que a Organização das nações unidas(ONU), criada para prezar pela paz mundial, tome medidas para evitar uma nova escalada das tensões, que pode gerar um conflito. Para isso, a ONU deve fazer assembléias com ambos os lados, ouvindo suas demandas, e selecionando quais delas são realmente importantantes, sempre tendo como finalidade a manutenção da paz mundial. Desse modo, grande parte do problema seria resolvido e o mundo iria atingir um progresso, indo de encontro à teoria do filósofo francês.


 


 


 


 

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