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Automedicação

No Brasil, os efeitos da crise econômica repercutem diretamente na saúde pública. O investimento insuficiente na saúde fez com que o SUS entrasse em crise, com 75% da população depender exclusivamente dele, hospitais e UBSs estão superlotados e não atendem a demanda, resultando em um atendimento demorado, burocrático e demasiado estressante para aqueles que o procuram. Muitos encontram na automedicação, um caminho mais rápido para alívio de seus sintomas, porém todo medicamento possui uma finalidade, efeito terapêutico e efeitos colaterais, que podem trazer consequências graves à saúde, sendo estas individuais e/ou coletivas.
O uso indiscriminado de antibióticos é um grande exemplo para tal pois, a partir dele, surgiram e surgem cepas de bactérias chamadas resistentes. Essas bactérias conseguem resistir e se multiplicar em meio a antibioticoterapia, causando danos sérios à saúde de indivíduos infectados e podendo levar à morte quando a infecção não consegue ser contida.
Porém, enganam-se aqueles que acreditam que medicamentos mais "simples" como antitérmicos e anti-inflamatórios são inofensivos. Estes, apesar de ignorados, possuem também efeitos colaterais, além de mascarar sintomas iniciais, prejudicando o diagnóstico médico de doenças mais graves. Os anti-inflamatórios não esteroidais (não possuem esteroides em sua composição), utilizados frequentemente para aliviar dores de cabeça, dores nas costas, cólicas menstruais, entre outras coisas, provocam alterações fisiológicas, como o aumento da excreção de ácido clorídrico no estômago. Essas alterações podem evoluir para casos de gastrite, úlcera e inflamações intestinais - que estão sujeitas a cronocização quando o uso do medicamento também é crônico - fazendo com que quem o consome seja "obrigado" a utilizar outros medicamentos para controle da sintomatologia, tornando isso um ciclo vicioso.
Portanto, automedicação não deve ser tratada como algo natural ou rotineiro pois, apesar de ser considerada um problema de saúde pública em todo o mundo, não recebe a atenção que lhe é necessária. É de extrema importância alertar a população sobre os riscos a que estão se expondo e, para tal, são necessárias medidas para propagar informação e conscientização, que possam ser facilmente compreendidas, com linguagem atual e se utilizando de meios de comunicação adequados para população alvo, como comerciais a serem exibidos durante programas populares de televisão, anúncios na internet e em redes sociais; introduzir o tema em aulas expositivas, debates e projetos escolares, para que os jovens possam expor suas ideias e debater sobre os meios informativos e outras medidas a serem utilizadas; que órgãos de fiscalização reforcem suas ações para controle de venda de medicamentos, sendo indispensável indicação médica ou de outro profissional habilitado para sua aquisição; e principalmente, que o governo invista mais na saúde brasileira, a fim de reparar os danos que a população sofre diariamente a depender da saúde pública.
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