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Automedicação

A busca pela cura de forma autônoma é intrínseca à história da humanidade, uma vez que durante o período colonial brasileiro era comum os boticários prescreverem receitas, sem uma base científica, para a população, em que os tratamentos eram feitos por suposições empíricas sobre chás e ervas naturais. Nesse contexto, na atual conjuntura, o ato de medicar-se por conta própria ainda persiste na sociedade brasileira, o que contribui com uma série de riscos para a saúde pública. Nesse viés, o combate à prática da automedicação é imprescindível.


É importante considerar, antes de tudo, que ir à farmácia é a opção mais visível pela população para se resolver uma enfermidade. Devido à péssima estrutura do sistema público de saúde, em que é clara a dificuldade para ter acesso a uma consulta, o uso de medicamentos sem prescrição médica se faz constate. Prova disso é que, segundo a OMS, cerca de 50% dos remédios são vendidos de maneira indiscriminada. Dessa maneira, esse consumo indisciplinado tornou-se banal pela comunidade, entretanto, tal uso pode implicar em numerosas consequências.


Convém analisar, desse modo, que a ação de automedicar-se é vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas. Nessa circunstância, o corpo social ignora a questão de que todos os fármacos possuem riscos, caso sejam utilizados de forma indevida, tal como defende o médico Abrão José, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Sendo assim, entre esses riscos, destaca-se a dependência química, a combinação inadequada, que pode anular ou potencializar o efeito de determinadas substâncias, além de contribuir com o surgimento de bactérias mais resistentes, que irá dificultar o tratamento de doenças, como pneumonia e gonorreia. Percebe-se, então, que medidas são necessárias para resolver o impasse.


Fica claro, portanto, que a prática da automedicação interfere diretamente na instabilidade do corpo social no que tange à saúde. Nessa perspectiva, é primordial uma parceria entre o Governo Federal e as Secretarias Municipais, em que aquele deve investir uma maior parcela dos impostos arrecadados no setor da saúde, melhorando e ampliando a infraestrutura dos hospitais públicos, no entanto, só será possível se as secretarias realizarem mensalmente a fiscalização do repasse de verbas, por meio da contabilização das compras e contratação de funcionários, a fim de garantir o destino correto dos recursos e, assim, ampliar o atendimento médico. Ademais, é essencial que o Ministério as Saúde, com o apoio da mídia, atue no combate ao mau hábito de automedicar-se, por meio de campanhas realizadas por profissionais da saúde, nas escolas e residências, que possam explicar a população quais remédios devem ser utilizados com a indicação de um médico e quais os riscos desse mau hábito, além disso, é importante estreitar o elo entre pacientes e farmacêuticos, que são profissionais preparados para orientar o modo correto de usar medicamentos. Só assim, será possível combater a "cultura da automedicação", presente desde o Brasil colonial.

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