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Automedicação

O comércio de medicamentos sem prescrição médica é recorrente no Brasil. Entretanto, a automedicação é prejudicial ao indivíduo e à sociedade, na medida em que pode levar à intoxicação ? ou a morte ? do usuário e, também, propicia a seleção natural de bactérias mais resistentes. Sendo assim, deveria haver maior difusão de informações quanto aos perigos do consumo de remédios sem a devida orientação.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a cada três remédios vendidos no país, dois são adquiridos sem prescrição. O uso irrestrito de fármacos possibilita que haja mascaramento dos reais sintomas da doença, dificultando, assim, o diagnóstico correto e o tratamento adequado. Ansiolíticos, como o Alprazolam, por interferirem no sistema nervoso central, podem causar graves consequências em quem consumi-lo de maneira inadequada. Ainda, a superdosagem medicamentosa pode levar o indivíduo à morte.
Com a descoberta da penicilina por Alexander Fleming, a comunidade leiga passou a enxergá-la como tratamento universal. Dessa forma, as bactérias que são resistentes a essa droga são selecionadas e passam a ser maioria no meio0000 com isso, surgem "superbactérias", como a KPC, que tem alto poder de infecção e são resistentes ao uso de antibióticos convencionais.
Nesse viés, embora haja regulamentação quanto ao acesso a certos medicamentos, a fiscalização existente não é suficiente para impedir que a lei seja burlada. Portanto, caberia ao Ministério da Saúde a criação de mecanismos de fiscalização das vendas em farmácias que sejam mais eficazes, a fim de garantir que as normas sejam cumpridas. Caberia, também, o investimento em campanhas veiculadas na televisão e na Internet com informações sobre as consequências da automedicação para conscientizar grande parte da população. Dessa forma, a sociedade estaria mais bem assegurada em qualidade de saúde pública.
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