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Automedicação

A AUTOMEDICAÇÃO EM DEBATE NO SÉCULO XXI
A automedicação e a autoprescrição são práticas recorrentes no mundo inteiro. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as reações adversas a medicamentos representam mais de 10% das internações hospitalares. Um claro indicativo de que a atitude de tomar remédios por conta própria gera consequências negativas, as quais precisam ser discutidas pela sociedade.
Em primeiro plano, é necessário atentar para as causas desse problema. Assim, encurtar o caminho e obter alívio rápido dos incômodos são fatores preponderantes para automedicar-se. Desse modo, anulam-se gastos com médicos ou evitam-se intermináveis esperar por consultas no Sistema Único de Saúde a fim de buscar um diagnóstico que parece óbvio: simples resfriado, dor de cabeça ou febre. Ademais, o brasileiro encontra facilidade para comprar fármacos, além de ser estimulado por propagandas diárias nas mídias. No entanto, o uso de qualquer medicamento gera efeitos colaterais que podem agravar o quadro clínico, dificultando o reconhecimento da doença pelo profissional especializado.
Consequentemente, os malefícios devem ser avaliados e entendidos pela população. De acordo com a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), anualmente, são registradas cerca de 20 mil mortes por automedicação no país, fato que não pode ser ignorado, uma vez que se torna um problema de saúde pública. Entre outros infortúnios estão o desconhecimento dos riscos farmacológicos pelos leigos, o que pode anular ou potencializar o uso da droga quando combinada com outras substâncias. É perceptível que o mais prejudicado é o próprio paciente que nem sempre obtém sucesso na escolha feita.
Portanto, é imprescindível ter a consciência de que drogaria não é supermercado e é preciso muita cautela no uso de remédios. Para tanto, o Ministério da Saúde pode estimular esse processo de conscientização com auxílio dos postos de saúde por meio de palestras com a equipe profissional e a comunidade, a fim de se alertar e esclarecer sobre os riscos dessa prática. Além disso, é necessária a exigência de receitas nas farmácias ou o acompanhamento do farmacêutico em casos mais leves aliado à fiscalização por órgãos responsáveis. Assim, as consequências dessa realidade serão amenizadas.
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