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Aumento da emigração de brasileiros

        Nos anos 80, com a Revolução Verde e a introdução de maquinário agrícola na zona rural, um grande contingente de nordestinos buscou se deslocar para o sul urbano do Brasil, na tentativa por melhoria de vida. Na contemporaneidade, tal situação expande-se além das fronteiras do país, na qual muitos brasileiros buscam outras nações para uma mudança definitiva de realidade. Nesse sentindo, entender as causas dessa emigração, notadamente, ligada às falhas do governo local, bem como a consequências individuais e nacionais, torna-se necessário para uma discussão reflexiva.


        Primeiramente, urge compreender a ausência estatal no que concerne à garantia dos direitos básicos como potencializador dessa situação. De acordo com o conceito de Contrato Social rousseauniano, o Estado deve prover o bem-estar social de seu povo. Antagonicamente a esse ideal, devido às inúmeras crises financeiras, casos de corrupção política e insegurança social, muitos brasileiros sentem-se abandonados pelo governo que acaba por desvirtualizando os ideais de Rousseau. Com efeito, o aumento do número de emigração tende a refletir o desconforto da população local


       Outrossim, é válido destacar também o resultado dessa nova visão emigratória, tanto para o indivíduo, quanto para a sociedade que fica. A expressão "fuga de capital humano"(ou "fuga de cérebros"), refere-se ao movimento no qual pessoas intelectuais são seduzidas pelo mercado externo, possibilitando um maior acervo técnico para o desenvolvimento científico. No entanto, se por um lado o profissional que emigra consegue uma significativa melhora em questões pessoais e profissionais para toda sua família, por outro, o país de origem tende a perder qualificação de mão de obra, aumentando ainda mais as crises locais.


         Portanto, medidas são importantes para diminuir a necessidade emigratória, forçada indiretamente, no Brasil. O Ministério da Educação, como medida inicial, pode intervir nessa perspectiva promovendo uma melhor qualidade e quantidade de cursos de mestrado e doutorado. Isso deve ser feito mediante uma melhor distribuição orçamentária entre a união, de modo que programas como o CAPES possam ser revitalizados, promovendo um maior acesso de vagas para a população se qualificar ainda mais. Com essas melhores condições de desenvolvimento, aliado a uma maior organização político-governamental, o bem-estar social dos cidadãos poderá aumentar, e, dessa forma, êxodos como dos anos 80 não sejam necessários.

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