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Assédio por intrusão (stalking)

No livro "1984" do escritor George Owell, é retratado uma sociedade ditatorial que controla cotidianamente seus cidadãos por meio de um aparelho chamado " teletela". Sob esta ótica, hodiernamente, os meios cibernéticos tornaram-se ferramentas de vigilância dos indivíduos, o que corrobora diretamente para o crescimento do assédio por intrusão - ato persistente de perseguição a alguem, no caso por "stalking" ocorre através das redes sociais. Destarte, é imperioso o debate sobre as causas e consequência desta problemática, que integra as sociedades contemporâneas.


A priori, vale ressaltar como um entrave na liquidação do problema pautado, o fato de que a internet é vista como "terra sem lei", algo que não é totalmente errôneo. Posto que o assédio por intrusão - por exemplo- não é considerado crime, ou seja, os indivíduos "conectados" não detém de nenhuma legislação para assegurar seu bem estar online. Desta forma, esta situação é discrepante ao pensamento de Friedrich Hegel, quando ele afirma que " o estado deve proteger seus filhos", porém, nos meios virtuais essa "proteção" se encontra inapta; já que um sujeito atrás de um aparelho eletroeletrônico se ver livre para cometer atos que desrespeitem os limites entre o público e o privado.


Posteriori, a saber, segundo à filósofa Hannah Arendt, "quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas deixam de vê-la como errada". Nesse viés, as periódicas invasões, vazamentos, exposições de conteúdos pessoais, que são formas de assédio na internet, ao longo do tempo estão deixando de serem vistas como um erro, ou seja, passam a ser normais ao ser humano e, simultaneamente, começam a ser difundidas de maneira gradual. Nesse sentido, o assédio por intrusão origina um tipo de violência simbólica: que é cometida de forma silenciosa, e que acarreta diversos danos psicológicos às vítimas. Contudo, faz-se imperativo medidas para coibir ora a inação estatal, ora a " normalidade generalizada " do assédio por stalking atualmente.


Portanto, de primeira instância, cabe ao Poder Legislativo o dever de criar leis para o âmbito cibernético. Em segundo plano, é responsabilidade do Executivo a vigoraçao do marco civil de 2014, com intuito de tornar apto os limites de cada cidadão nos meios digitais e, concomitantemente, sendo condizente com Friedrich Hegel. Ademais, cabe à escola promover projetos tanto de educação virtual, por meio de palestras com profissionais da área, como também, propagar o respeito aos direitos de cada indivíduo, através de projetos educacionais sobre o assunto, visando elevar o senso crítico dos alunos, para que esses não venham considerar "normal" invadir a privacidade alheia. Só assim tornar-se-á possível atenuar o assedio por intrusão no mundo atual.

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