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Assédio por intrusão (stalking)

Em filmes hollywoodianos, principalmente no gênero comedias românticas destacam-se uma ideologia de que perseguição é algo romântico. Como mostra em "Lili, a Ex", baseado na tirinha de Caco Galhardo, na qual a série relata sobre Lili que, ao mudar intencionalmente para o apartamento vizinho de seu ex-marido, passa a vigiá-lo para atrapalhar todos os seus relacionamentos amorosos. Uma mistura de sensualidade, obsessão e ironia fazem dessa personagem uma caricatura de um fenômeno conhecido por stalking. Fora das telas, esse fato que no Brasil ainda não é considera crime, traz sérios problemas emocionais para as vítimas.


O termo stalking é proveniente do verbo inglês "to stalk", cujo significado seria "perseguir". Podendo também ser conhecido como síndrome do molestador, é bastante comum, e estima-se que 20% da população brasileira, em algum momento da vida, já tenha sido incomodada por um stalker. A mesma penumbra que transforma este fenômeno em alvo de grande curiosidade entre psicólogos e psiquiatras, é o que o faz de difícil caracterização. O perseguidor pode simplesmente permanecer à espreita de sua vítima, ou então amedrontá-la com ameaças, ou seja, o stalking é a qual muitas vezes força contatos indesejados.


Em 1990, nos Estados Unidos, o stalking foi criminalizado. E com isso vários países adotaram a mesma postura frente a esse tipo de conduta inconveniente, como Inglaterra, Portugal e a Espanha. Já no Brasil, o stalking configura contravenção de perturbação da tranquilidade, podendo ter pena de reclusão de quinze dias a dois meses, ou multa. Para além da multa é possível que haja aplicação de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, quando a perseguição está relacionada ao gênero feminino, prevalecendo as relações domésticas. Estas, após tal experiência de perseguição, podem apresentar quadros de depressão ou estresse pós-traumático, o que repercute em suas vidas social e profissional.


Portanto, é mister que o Estado tome providencias para melhorar o quadro atual. Desse modo, cabe ao Governo fazer parceria com as ONGs, em que elas possam criar telefonia para denúncias e que o mesmo, por meio do Poder Legislativo, crie uma lei para que o stalker acusado de tal ato tenha um acompanhamento psicológico e medidas preventivas. E, o Ministério da Educação, por meio da mídia transmitir o quão é importante a denúncia e, assim, demostrar o como é bastante tênue o limite entre o que é desejado ou não, possível ou não e é justamente a vítima que dirá se aquele contato é ou não oportuno.

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