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As queimadas e a preservação do meio-ambiente

A série de televisão “The 100” retrata a Terra como um mundo colapsado, decorrente de conflitos humanos, tornando o planeta um local inabitável, e por isso, 100 pessoas foram viver em uma nave espacial até que pudessem retornar. Fora da ficção, nota-se que o Brasil se aproxima desse cenário, visto que os desastres ambientais, como as queimadas, apresentaram um significativo aumento nos últimos anos. Fato que se associa à despreocupação com a importância ambiental, além da ineficaz fiscalização governamental.


Primeiramente, atenta-se ao fato que o desrespeito nacional com a natureza está enraizado desde a chegada dos portugueses em 1500, considerando a forte e inconsciente extração de minérios e recursos naturais. Como consequência, ainda observa-se um alto índice de exploração e desmatamento no país, sobretudo em Áreas de Proteção Integral, contribuindo para a ocorrência de queimadas. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 90% dos municípios sofrem com problemas ambientais, ou seja, é notável o desacato populacional com um patrimônio histórico e ambiental tão importante.


Em segundo plano, vale ressaltar a negligência governamental no seu dever de prover um manejo ecológico eficiente, de maneira a proteger a fauna e flora nacional, bem como delimitar locais de preservação e fiscalizá-los. Cenário que por sua vez, vai contra a própria Constituição Federal, a qual encarrega o poder político de garantir a todos o direito a um ambiente equilibrado, sendo este de uso essencial à saúde. Pois segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer “O homem fez da Terra um inferno para os animais”, frase associável à realidade da Amazônia e da Austrália, as quais vêm sofrendo com queimadas nos últimos meses, provocadas por interferência humana em locais indevidos e mudanças climáticas.


Assim sendo, é evidente a urgência de reatar uma boa relação com o meio ambiente, dado que ele é essencial para a vida humana. Por conseguinte, faz-se necessário que as escolas, junto à mídia, alertem para os impactos das queimadas e à importância da preservação, através de educação ambiental, objetivando minimizar os acidentes, evitando a aproximação do cenário de “The 100”. Não obstante a isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, combater o avanço da antropização, por meio do cumprimento das leis existentes, e promovendo uma fiscalização mais competente a fim de garantir maior proteção aos patrimônios brasileiros, perante a Constituição. Dessa maneira, será possível minimizar a chama das queimadas que provocaram esse inferno à natureza, conforme salienta Arthur.

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